11 fevereiro 2013
09 fevereiro 2013
Pizzaria BR
A origem da expressão popular “acabar
em pizza” deu-se pela crise palmeirense da década de 1950. Cartolas
do clube paulista reuniram-se e discutiram por aproximadamente 14 horas
seguidas. Após a longa discussão, todos, com muita fome, foram até uma pizzaria,
beberam muito chope e pediram pizzas enormes. Após isto, a paz reinou
absolutamente. O jornalista Milton Peruzzi, após o episódio, escreveu uma
matéria cujo título era: “Crise
do Palmeiras terminou em pizza“.
Desde então, o termo se popularizou. Daí a expressão: “Acabar em pizza”, ou seja, julgamento
de escândalos (geralmente políticos), sem nenhuma punição.
07 fevereiro 2013
05 fevereiro 2013
03 fevereiro 2013
Sem Teto
---- Declaração de Amor:
Se eu te der um (Estádio do Guarani), você seria a minha (Estádio do Bangu)?
Eu faria uma prece à (Estádio do Vasco) pra abençoar nosso namoro, nunca viveríamos (Estádio do Náutico), lutaríamos pela nossa (Estádio do América
Mineiro) e poderíamos até morar no (Estádio do São Paulo) ou, se preferir, comprar uma casa à (Estádio do Internacional). Sabe o que nos separaria? (Estádio do
Flamengo)
---- Tradução:
Se eu te der um Brinco de Ouro, você seria a minha Moça Bonita?
Eu faria uma prece à São Januário pra abençoar nosso namoro, nunca viveríamos Aflitos, lutaríamos pela nossa Independência e poderíamos até morar no Morumbi ou, se preferir, comprar uma casa à Beira Rio. Sabe o que nos separaria? Nada, porcaria nenhuma, coisa alguma, patavinas...
Se eu te der um Brinco de Ouro, você seria a minha Moça Bonita?
Eu faria uma prece à São Januário pra abençoar nosso namoro, nunca viveríamos Aflitos, lutaríamos pela nossa Independência e poderíamos até morar no Morumbi ou, se preferir, comprar uma casa à Beira Rio. Sabe o que nos separaria? Nada, porcaria nenhuma, coisa alguma, patavinas...
01 fevereiro 2013
Piada Velha
O
sujeito recebe um bilhete anônimo dizendo que a sua mulher estava lhe botando
os cornos.
Chega em casa esbravejando e grita com a mulher:
- Sua vagabunda! Eu sei de tudo!!
- Ah, é?! Sabe tudo, né? Então me diz: "Qual é a capital do Nepal?"
1- Sua vagabunda! Eu sei de tudo!!
- Ah, é?! Sabe tudo, né? Então me diz: "Qual é a capital do Nepal?"
20 janeiro 2013
Mané Eterno
Completam-se neste
domingo 30 anos do adeus a um dos maiores jogadores da história. Gênio e imprevisível, Mané Garrincha encantou o mundo com seus dribles
desconcertantes e a maneira simples de encarar os oponentes, que eram chamados
por ele de “João”. Porém, não foi capaz de enfrentar seu maior adversário: o
alcoolismo. Assim, no dia 20 de janeiro de 1983, o ídolo do Botafogo e campeão
das Copas do Mundo de 1958 e 1962 faleceu no Rio de Janeiro, com apenas 49
anos, por consequência de uma cirrose hepática.
17 janeiro 2013
15 janeiro 2013
Piada Velha
No tribunal, o juiz entrevista o casal que quer se
divorciar:
- Por que é que o senhor quer o divórcio?
- Sua Excelência, a minha mulher é preguiçosa e péssima
dona de casa. E além do mais, estou de saco cheio de chegar em casa e ver a
nossa cama cheia de parasitas.
O juiz retruca:
- Isso não me parece ser motivo suficiente para o divórcio!
Virando-se para a mulher, o juiz pergunta:
- E a senhora, o que tem a dizer?
E ela:
- Senhor juiz, o meu marido é um ordinário! O senhor não
ouviu como ele chamou os meus amigos?
13 janeiro 2013
Beque Esquisito
Vinte e poucos
anos, mas pequeno como um triz. Magro como uma fresta. Fraco feito a gratidão.
Mas queria ser beque.
O chute era
murcho, como se dado debaixo d’água. A lentidão era a de uma fuga no sonho.
Enxergava em braile. Mas queria porque queria.
Desestimulavam-no.
Só que ele era teimoso, parecia um trauma. Ia aos treinos. Ficava ali no
barranco, ao lado do técnico.
Que teve dó –
“ele tem a bondade de um idiota”, dizia! – e o escalou no jogo do infantil
contra o bairro vizinho. Jogo de festa. Não valia nada. E a molecada adversária
deu um vareio: 10 a 0! Tudo, aos risos próprios e de todos, em cima do “beque esquisito”.
Mas ninguém
falou nada com ele.
Que estava
incomparavelmente feliz.
Porque
felicidade não tem metáfora.
(Texto de Luiz Guilherme Piva)
11 janeiro 2013
IPVAlto
O dono de uma Mercedes SLR MC
Roadster, ano 2010,
pagará o Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) mais caro do
Rio de Janeiro. De acordo com o valor venal publicado no Diário Oficial do Estado, o modelo custa R$
2.116.976,00 e deve um tributo no valor de R$ 84.679,00, aplicada
a alíquota de 4% sobre veículos a gasolina. O valor é superior ao de carros
mais novos, como a Ferrari GTO de 2011, que tem preço de R$ 1.684.363,00 e
pagará taxa de R$ 67.374,00 para rodar nas ruas do Estado.
09 janeiro 2013
Última Crônica
A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para
tomar um café junto ao balcão. Na realidade estou adiando o momento de
escrever. A perspectiva me assusta. Gostaria de estar inspirado, de coroar com
êxito mais um ano nesta busca do pitoresco ou do irrisório no cotidiano de cada
um. Eu pretendia apenas recolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo
humano, fruto da convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Visava ao
circunstancial, ao episódico. Nesta perseguição do acidental, quer num
flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num acidente
doméstico, torno-me simples espectador e perco a noção do essencial. Sem mais
nada para contar, curvo a cabeça e tomo meu café, enquanto o verso do poeta se
repete na lembrança: "assim eu quereria o meu último poema". Não sou
poeta e estou sem assunto. Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem
os assuntos que merecem uma crônica.
Ao fundo do botequim um casal de pretos acaba de sentar-se, numa das últimas
mesas de mármore ao longo da parede de espelhos. A compostura da humildade, na
contenção de gestos e palavras, deixa-se acrescentar pela presença de uma
negrinha de seus três anos, laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre,
que se instalou também à mesa: mal ousa balançar as perninhas curtas ou correr
os olhos grandes de curiosidade ao redor. Três seres esquivos que compõem em
torno à mesa a instituição tradicional da família, célula da sociedade. Vejo,
porém, que se preparam para algo mais que matar a fome.
Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiro que discretamente retirou do bolso, aborda o garçom, inclinando-se para trás na cadeira, e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma. A mãe limita-se a ficar olhando imóvel, vagamente ansiosa, como se aguardasse a aprovação do garçom. Este ouve, concentrado, o pedido do homem e depois se afasta para atendê-lo. A mulher suspira, olhando para os lados, a reassegurar-se da naturalidade de sua presença ali. A meu lado o garçom encaminha a ordem do freguês.
O homem atrás do balcão apanha a porção do bolo com a mão, larga-o no pratinho - um bolo simples, amarelo-escuro, apenas uma pequena fatia triangular. A negrinha, contida na sua expectativa, olha a garrafa de Coca-Cola e o pratinho que o garçom deixou à sua frente. Por que não começa a comer? Vejo que os três, pai, mãe e filha, obedecem em torno à mesa um discreto ritual. A mãe remexe na bolsa de plástico preto e brilhante, retira qualquer coisa. O pai se mune de uma caixa de fósforos, e espera. A filha aguarda também, atenta como um animalzinho. Ninguém mais os observa além de mim.
São três velinhas brancas, minúsculas, que a mãe espeta caprichosamente na fatia do bolo. E enquanto ela serve a Coca-Cola, o pai risca o fósforo e acende as velas. Como a um gesto ensaiado, a menininha repousa o queixo no mármore e sopra com força, apagando as chamas. Imediatamente põe-se a bater palmas, muito compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se juntam, discretos: "Parabéns pra você, parabéns pra você..." Depois a mãe recolhe as velas, torna a guardá-las na bolsa. A negrinha agarra finalmente o bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo. A mulher está olhando para ela com ternura - ajeita-lhe a fitinha no cabelo crespo, limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo. O pai corre os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente do sucesso da celebração. Dá comigo de súbito, a observá-lo, nossos olhos se encontram, ele se perturba, constrangido - vacila, ameaça abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso.
Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso.
Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiro que discretamente retirou do bolso, aborda o garçom, inclinando-se para trás na cadeira, e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma. A mãe limita-se a ficar olhando imóvel, vagamente ansiosa, como se aguardasse a aprovação do garçom. Este ouve, concentrado, o pedido do homem e depois se afasta para atendê-lo. A mulher suspira, olhando para os lados, a reassegurar-se da naturalidade de sua presença ali. A meu lado o garçom encaminha a ordem do freguês.
O homem atrás do balcão apanha a porção do bolo com a mão, larga-o no pratinho - um bolo simples, amarelo-escuro, apenas uma pequena fatia triangular. A negrinha, contida na sua expectativa, olha a garrafa de Coca-Cola e o pratinho que o garçom deixou à sua frente. Por que não começa a comer? Vejo que os três, pai, mãe e filha, obedecem em torno à mesa um discreto ritual. A mãe remexe na bolsa de plástico preto e brilhante, retira qualquer coisa. O pai se mune de uma caixa de fósforos, e espera. A filha aguarda também, atenta como um animalzinho. Ninguém mais os observa além de mim.
São três velinhas brancas, minúsculas, que a mãe espeta caprichosamente na fatia do bolo. E enquanto ela serve a Coca-Cola, o pai risca o fósforo e acende as velas. Como a um gesto ensaiado, a menininha repousa o queixo no mármore e sopra com força, apagando as chamas. Imediatamente põe-se a bater palmas, muito compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se juntam, discretos: "Parabéns pra você, parabéns pra você..." Depois a mãe recolhe as velas, torna a guardá-las na bolsa. A negrinha agarra finalmente o bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo. A mulher está olhando para ela com ternura - ajeita-lhe a fitinha no cabelo crespo, limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo. O pai corre os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente do sucesso da celebração. Dá comigo de súbito, a observá-lo, nossos olhos se encontram, ele se perturba, constrangido - vacila, ameaça abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso.
Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso.
(Texto de Fernando Sabino)
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