08 setembro 2013

Livro Gigante

Maior livro de fotografias do mundo é exibido na Alemanha.
O volume, com mais de 5 m de altura, possui mais de 20 mil fotos.
A obra será exposta em Berlim até o dia 11 de setembro.
1

Não Me Decepcione
(Don't Let Me Down)

Não me decepcione, não me decepcione
Não me decepcione, não me decepcione

Ninguém nunca me amou como ela me ama
Oooh ela me ama... sim ela me ama
E se alguém me amasse como ela me ama
Sim ela me ama, sim ela me ama

Não me decepcione, não me decepcione
Não me decepcione, não me decepcione

Estou amando pela primeira vez
Sabia que vai durar?
É um amor que dura para sempre
É um amor que não tem passado

Não me decepcione, não me decepcione
Não me decepcione, não me decepcione

E na primeira vez que ela fez-me
Oooh ela fez-me, ela fez-me bem
Acho que ninguém tinha realmente me feito bem
Ela me fez... ela me fez tão bem

Não me decepcione, não me decepcione
Não me decepcione, não me decepcione

05 setembro 2013

Jacaré Gigante

Na busca pelo título de recordista, Beth Trammell não hesitou em pedir a ajuda de cinco adversários para retirar de um lago no estado do Mississippi, nos Estados Unidos, o jacaré gigante que havia capturado.
A mulher participava de uma temporada de caça promovida na região pelo Mississippi Department of Wildlife, Fisheries, and Parks, o departamento local responsável pela vida selvagem, pesca e parques. 
A americana havia capturado um jacaré com peso e tamanho recordes. O animal de quatro metros de
comprimento e 327 quilos exigiu mais de 90 minutos de trabalho da equipe liderada por Beth. 
No mesmo lago, enquanto o grupo de caçadores tentava deter o bicho encontrado por Beth, outro gigante foi capturado. Dustin Bockman foi o responsável pela caça de mais um jacaré com quatro metros de comprimento e 329 quilos
.

03 setembro 2013

Homem Morcego

Esta é a prova maior de que, quando queremos, tudo podemos.
Um grande exemplo de dignidade e honradez.
Ex-faxineiro, limpava banheiros no TRE do DF.
Filho de uma dona-de-casa e de um pedreiro.
Dividia o tempo entre os bancos escolares e a faxina no TRE do Distrito Federal.
Apaixonado por línguas.
Um dia, o mineiro, na certeza da solidão, cantava uma canção em inglês enquanto limpava o banheiro do TRE. 
Naquele momento, um diretor do tribunal entrou e achou curioso uma pessoa da faxina ter fluência em outro idioma.
A estranheza se transformou em admiração e, na prática, abriu caminho para outras funções.
 
É fluente em francês, inglês, alemão e espanhol.
Formou-se em Direito pela UNB, sendo a época o único negro da faculdade. 
Passou nos concursos de: Oficial da Chancelaria, Advogado do Serviço Federal, Procurador da República, Professor da Universidade do Rio de Janeiro. 
Ah, ele toca piano e violino desde os 16 anos de idade.
E Joaquim Benedito Barbosa Gomes não precisou de cotas raciais na Universidade para chegar onde chegou...

01 setembro 2013

O Gordo

Entrou na sala no primeiro dia de aula.
A turma caiu na gargalhada.
Gordo.
Difícil achar banca para sentar.
O mundo era dos magérrimos adoradores de verdura.
Achou a banca.
Ficava no fim da sala.
Melhor assim.
Quem sabe esqueciam dele?
Raquel sentava ao lado.
Olhos negros e sorriso inacessível.
Ele era gordo.
Meses se passaram.
Jogos colegiais.
O time ia disputar a final.
Téo pegou catapora.
E agora?
Téo era o craque da escola.
O homem gol de olhos azuis.
O time ia jogar com dez quando alguém lembrou:
‘Bota o Gordo!’
O Gordo ficou sem jeito de recusar.
Até Raquel achou graça e deu uma força.
O Gordo jogou com uma camisa rasgada nos flancos.
Primeira bola que chega.
O Gordo domina, enfia por debaixo da perna do marcador e toca no canto.
Espanto.
O Gordo sabia tudo de bola… e algo mais.
A bola chega e as chuteiras adversárias voam a seu encontro.
Primeiro com lealdade.
Depois com pura maldade.
O Gordo deixa a todos na saudade.
Marcou cinco gols nas redes inimigas.
Foi carregado nos ombros, com muito esforço, pelos seus agora amigos.
E recebeu um beijo na bochecha dado por Raquel.
A menina dos olhos negros e olhar inacessível.
Daquele dia em diante?
Era o Gordo e mais dez!
(Texto de ROBERTO VIEIRA)

27 agosto 2013

Na Terra do Sol

Quatro irmãos. Do outro lado, outros quatro garotos. Pelada na praia, ou seja, coisa muito séria.
Duas, três horas de jogo sem parar.
Céu infinito, barracas brotando, areia no olho, chute na água, carrinho de milho, suor na nuca, boca seca, solas rachadas de conchas, miragens – e o sol e o sol e o sol e o sol.
Gol de um lado, gol de outro, nunca saía do empate.
O meio-dia arrebentava, mas um dos irmãos não se cansava. Era o mais forte, o mais calado, o que não desistia.
Devia estar já uns 30 a 30, 45 a 45, ninguém aguentava mais.
Mas ele seguia correndo. Salvava um gol lá atrás, marcava um gol lá na frente.
Todos com as mãos nas cinturas, as mãos nos joelhos, as cabeças pendendo, turvas.
Menos ele.
Por misericórdia mútua, decidiu-se que quem fizesse o próximo gol seria o vencedor.
Eis que saiu o gol dos irmãos – e a vibração foi caírem de costas na água, ou, com o suor, rolarem à milanesa na areia.
Só que o gol foi contestado: disseram que a bola passara por cima do chinelo que fazia a função de uma trave – a outra era a metade de um coco.
Bate-boca geral. Senões, empurrões, palavrões, pescoções. Depois os entões, os perdões, as soluções.
Por algum motivo, decidiu-se resolver a polêmica com uma falta a favor dos irmãos, a três passos do gol.
Mas os quatro adversários se amontoaram entre o chinelo e o coco. Não ficou nenhuma fresta.
Impossível marcar.
Só que foi o seguinte.
Ele, o mais forte, calado, se aproximou da barreira e postou-se de costas pra ela, grudado nos quatro enrodilhados entre as traves, e abriu os braços.
Na hora da cobrança da falta, ele jogou o corpanzil pra trás derrubando a barreira, com um baque, a uns dois passos de distância.
Gol aberto, o espaço entre o coco e o chinelo escancarado, foi só outro irmão tocar, os quatro comemorarem e acabarem o jogo, deixando perplexos e vencidos os adversários.
Hoje, Deus e o diabo jogando dados, os outros irmãos correm sem parar e se lançam sobre o inimigo para derrubá-lo e deixarem o gol aberto para ele, o mais forte, o mais calado, marcar.
Pra deixarem o inimigo no chão, perplexo, vencido.
E comemorarem que o jogo não tenha acabado.
(Texto de Luiz Guilherme Piva)

21 agosto 2013

Por que Botafogo?

Por que existe um bairro nobre chamado “Botafogo” no Brasil?
Porque o galeão São João Baptista, mais conhecido pela alcunha de “Botafogo” foi na sua época o mais poderoso navio de guerra do mundo.
Construído em 1534, tinha um deslocamento de cerca de 1000 toneladas e estava armado com 366 canhões de bronze, tendo por isso um tremendo poder de fogo.
Por essa razão tornou-se conhecido por “Botafogo”.
Este navio foi usado em inúmeras batalhas, tendo ficado famoso durante a conquista de Tunes.
Quando Carlos V se lançou na conquista de Tunes, solicitou apoio naval a Portugal, e pediu especificamente o “Botafogo”.
Nessa batalha, o “Botafogo” era comandado pelo Infante D. Luís, irmão do Rei D. João III de Portugal e cunhado do Imperador Carlos V.
O “Botafogo” liderou o ataque a Tunes e foi o seu esporão que conseguiu quebrar as correntes do porto de La Goleta, que defendiam a entrada, permitindo então à armada cristã a conquista da cidade de Tunes.
Um dos membros da tripulação do galeão, chamado João Pereira de Sousa, um nobre da cidade de Elvas, tornou-se famoso porque era o responsável pela artilharia do navio, pelo que também ele ganhou a alcunha de “Botafogo”, que foi incluído no seu apelido, passando ainda aos seus descendentes.
Mais tarde, quando João Pereira de Sousa se estabeleceu no Brasil, recebeu da Coroa Portuguesa terras junto da baía de Guanabara, passando essa área a ser conhecida por “Botafogo”.
A chegada da família real portuguesa ao Brasil e à cidade em 1808, mudou totalmente a vida de “Botafogo”.
De bairro rural, transformou-se no local preferido dos nobres que procuravam o bairro para nele construir suas residências.
É por esta razão que existe até hoje um famoso bairro nobre na Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro com o nome de “Botafogo".
Outras cidades brasileiras como Campinas, em São Paulo, Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, Ribeirão das Neves, em Minas Gerais etc, têm bairros com o mesmo nome.
(Por RAUL MILLIET)

20 agosto 2013

Jacaré Albino

Um crocodilo albino tem sido uma das grandes atrações do Zoológico de Crocodilos de Protivin, na República Tcheca.
Nesta sexta-feira (16/08), o animal foi flagrado "sorrindo", nadando em um tanque e se aproximando de um peixe.
O zoológico é o único da Europa a ter dois répteis dessa espécie rara.

16 agosto 2013

Empresário F C

No princípio eram os pais e avós.
Depois vieram os procuradores.
Mas o futebol era jogado no campo.
Tinha bicho, catimbó e catimba.
Subornavam-se árbitros e goleiros.
Mas o futebol era jogado no campo.
Clubes surgiram e se firmaram.
Angariaram tradição e torcedores.
Futebol jogado no campo.
Aqui e ali bastidores.
Coronel Menezes era rubro negro.
Porém, vascaíno de filho.
Contrato de gaveta, miséria e submissão.
Afonsinho e Tostão versus Yustrichs de plantão.
Mas o futebol era jogado no campo.
Seleção era encanto e sonho.
Garrincha e infiltrações nas articulações do poder central.
Dez por cento.
‘Pai, afasta de mim esse contrato!’
‘Deixa comigo que seu filho fica rico!’
Os clubes acordaram pobres e miseráveis como os antigos craques.
Dívidas imensas.
Subvenção governamental.
Craques com Ferraris.
Pais com BMWs.
Empresários donos do gol.
A seleção era grade curricular pra vender o menino pro Oriente.
Vinte por cento.
Trinta por cento.
O dirigente abraça o empresário.
O empresário monta o elenco e escala o time.
O torcedor não entende.
Perna de pau entrando de frente.
Craque sentado no banco.
Bicho, catimbó e catimba no Museu do Futebol.
Quarenta por cento.
O comentarista elogia o perna de pau:
‘Chega junto!’
O amor à camisa lacoste.
O manto sagrado surrupiado no chão.
Empresário Futebol Clube campeão…
(Texto de Roberto Vieira)