O país tem 30.784 jogadores profissionais registrados. Cerca de 82%
ganham no máximo dois salários mínimos. Só 2% recebem acima de R$ 12 mil.
02 maio 2014
País do Futebol
O Brasil tem 684 clubes de futebol registrados, mas 584 disputam só
torneios regionais.
01 maio 2014
27 abril 2014
Meu Doce Amor
Meu Doce Amor
(Amado Batista)
Quero te falar uma
coisa
Que já não cabe em meu
coração
Até que enfim nasceu
pra mim uma paixão
Acho que não é mais
segredo
Porque o meu olhar já
entregou
Até que enfim nasceu
pra mim um grande amor
Não saia nunca mais do
meu abraço
Não deixe o meu corpo
sem cobrir
E em todas as manhãs
da minha vida
Eu prometo estar aqui
Não deixe minha boca
sem teu beijo
Não se perca de mim na
multidão
Sem teu amor guiando
meu destino
Eu me chamo solidão
Ah, meu grande amor,
meu doce amor, musa preferida
Ah, raio de luz, que
iluminou toda a minha vida
Ah, meu grande amor,
meu doce amor, musa preferida
Ah, raio de luz, o
nosso amor é pra toda vida...
25 abril 2014
Ilusão de Ótica
Ao sair de casa pela manhã, a lavradora Maria Luísa Lopes,
84 anos, deu uma olhada na fachada de casa. Há um mês, a visão era familiar:
paredes brancas e janelas verdes. No fim da tarde, quando voltou, o susto. No
lugar da casa estava uma estrada de terra, rodeada por grama e por uma cerca de
arame farpado.
Estava na rua errada? Não. Todos os vizinhos pareciam estar
no mesmo lugar - a Rua das Flores, no povoado de Morrinhos, a cerca de 40
quilômetros de Feira de Santana. Avistou o telhado e viu que o imóvel não tinha
desaparecido. Mas... Cadê a porta?
É verdade que a estrada, a grama e a cerca são comuns em
Morrinhos. Só que, nesse caso, não passava da fachada da casa onde mora
desde que nasceu, com uma pitada de ilusão de ótica.
Quem olha rápido – e até quem olha atentamente – pode não
perceber que ali existe uma fotografia adesiva, impressa em tamanho real e
colada no que antes era a parede branca. A intervenção faz parte de um trabalho
da artista visual Maristela Ribeiro, professora do Instituto Federal da Bahia
(Ifba). Há um ano, ela começou um projeto que pretendia mostrar a realidade de
Morrinhos aos seus próprios moradores e ao mundo.
Após oferecer oficinas de arte e fotografia à população,
Maristela partiu para a última fase do projeto, que começou em dezembro e se
estendeu até março. “Não encontrei nenhuma imagem da comunidade, que existe
desde 1940. Imaginei trazer a paisagem regional e usar as casas como telhado”,
afirma Maristela, que usa o projeto na pesquisa no doutorado em Artes na Universidade
Federal da Bahia.
Apesar de chamar atenção dos quase 400 moradores e também
dos forasteiros, a casa de dona Luísa não é a única: as paisagens de Morrinhos
foram transportadas para outras nove das cerca de 90 residências do local.
“Meu objetivo era que as casas desaparecessem. Para mim,
era uma metáfora sobre o esquecimento do local, sobre como essas pessoas são
deixadas de lado e se tornam invisíveis”. Lá, a maioria dos moradores vive em
casas de taipa, sem saneamento básico. A principal fonte de renda, além da
agricultura familiar, é o Bolsa Família, segundo a pesquisadora.
21 abril 2014
Querido Locutor
A rádio só
pegava ali na cidade mesmo. A cadeira na laje em cima da portaria, um moleque
puxava os fios até a Kombi do eletricista na rua – que, com umas antenas e uns
botões, estopa, alicate, óleos e molas, punha a narração pra funcionar.
Jogadores, torcedores
e transeuntes ouviam tudo ao vivo. Mas em todos os cantos a voz chiada e
tremida juntava grupos nas casas, nas lojas, nas vendas, nos postos – e, a cada
menção, os tapinhas nas costas, os sorrisos, as mãos em taça nas mandíbulas
abertas.
Os parentes dos
jogadores a comprovar sua glória. Os amigos a salivar as saudações do narrador.
Os anunciantes a entrever as ruas cheias de neons sonoros.
O speaker
caprichava. Era um rapaz magrelo, que repetia umas poucas expressões dos
locutores famosos em meio aos milhares de citações de todos os jogadores,
amigos, autoridades e anunciantes.
Sucesso total.
Num domingo de
Páscoa, porém, jogo festivo, o padre abriu o evento, na tribuna o prefeito e a
família, a potência do som aumentada: mais fios, mais antenas e botões e,
novidade maior, caixas de som nos quatro cantos do alambrado!
“Abrem-se as
cortinas do espetáculo!”
Aquilo era mais
emocionante do que o jogo.
Não deu cinco
minutos, o chiado e o zunido vieram fortes. Um estalo assustou todo mundo.
Mas eis que os
barulhos sumiram e a voz ficou clara, redonda, enlevada.
Só que era um
curto-circuito num dos fios perto da Kombi, o eletricista em desespero porque
ia dar pane em tudo, o narrador sem perceber seguiu seu trabalho (“Neca passa
pro Elpídio, que bola bola!, Elpídio, dez é a camisa dele, a camisaria Paris é
a que tem os melhores produtos com os menores preços”), o eletricista fez uma
gambiarra malfeita e gerou uma onda de energia no sentido Kombi-microfone (“no
mercado Céu Azul tem de tudo, e um abraço pra família Miranda, no Paraíso Alto,
aquele café da Dona Mércia não tem igual, o Tecão do Sindicato, pro Seu Lima,
da Funerária Recomeço, minha mensagem de amizade”) e chegou às mãos do speaker
como um coice elétrico (“Elpídio, de primeira, saudamos principalmente
o senhor prefeito e a sua senhora, a quem enviamos nossa mensagem especial…”), aí a descarga de
alta voltagem colou sua mão no microfone, fez seu corpo sacudir de dor, e os
palavrões saíram gritados, em série – “PQP! C…! Vai tomar no …! FDP!” – e repetiam-se sem
parar.
O jogo parou. Os
torcedores e jogadores olhavam pra cima. Nas casas, lojas, postos, mesmo na
Casa Paroquial tinha gente ouvindo, mãos em leque na boca, um pavor.
Até que o
eletricista conseguiu. O microfone parou de tremer. O speaker, sem lucidez,
branco, fraco, tonto. Vendo os jogadores parados, e sem se dar conta do que se
passara, fez a saudação final: “aqui se encerra nossa jornada
esportiva dominical, fecham-se as cortinas do espetáculo!”.
A essa altura o
cara da Kombi e o menino dos fios já tinham sumido. Ele respirou um pouco,
recobrou as forças e, meio ausente, desceu da laje.
E sorriu,
imaginando que brilhara: na sua frente, como nunca antes ocorrera, havia uma
multidão.
(Texto de Luiz Guilherme Piva)
20 abril 2014
Bodas de Vinho
O casal Kenneth e Helen Felumlee, de Ohio, nos Estados
Unidos, morreu no último fim de semana com 15 horas de diferença, após 70 anos de casamento. Helen tinha 92 anos e
faleceu em 12 de abril. Seu marido, de 91 anos, morreu na manhã seguinte.
Segundo a família, ambos faleceram de causas naturais, próximos da família.
De acordo com os filhos, cerca de 12 horas após Helen morrer,
Kenneth olhou para eles e disse: "mamãe está morta", e então começou
a perder os sentidos. Ele foi cercado pela família e morreu no domingo pela
manhã.
"Foi uma maravilhosa festa de despedida", disse uma das
filhas, Linda Cody. "Ele estava pronto. Ele só não queria
deixá-la aqui sozinha."
Os dois se casaram em 20 de
fevereiro de 1944, após namorar por três anos, e tiveram oito filhos. Conforme
a família, em 70 anos, os dois nunca dormiram separados. Mesmo em seus últimos
dias, Helen e Kenneth tomavam café da manhã juntos, de mãos dadas.
17 abril 2014
Feliz Páscoa!
A Páscoa é a festividade mais importante para a religião cristã. Páscoa significa passagem e
tem origem no termo hebraico Pessach.
O "Domingo de Páscoa" celebra a Ressurreição de Jesus Cristo.
A data é comemorada após a primeira lua cheia que ocorre no início da
primavera, no hemisfério Norte. A data é sempre entre os dias 22 de março e 25
de abril.
Durante os 40 dias
que precedem a Semana Santa e a Páscoa - período conhecido como Quaresma - os
cristãos se dedicam à penitência para lembrar os 40 dias passados por Jesus no
deserto e os sofrimentos que ele suportou na cruz. A Semana Santa começa com o
Domingo de Ramos, que lembra a entrada de Jesus em Jerusalém - ocasião em que
as pessoas cobriam a estrada com folhas da palmeira, para comemorar sua
chegada. A Sexta Feira Santa, é o dia em que os cristãos celebram a morte de
Jesus na cruz. O Domingo de Páscoa celebra a Ressurreição de Jesus e sua
primeira aparição entre seus discípulos.
10 abril 2014
A Grande Família
José e Maria não viviam em paz. Seus filhos, Leo e Bia, nunca
entenderam bem a relação dos pais e cresceram em meio a violência, hipocrisia e
muitas mentiras.
Maria apanhava muito.
Mas não era santa, já que traia José quase semanalmente.
Toda vizinhança sabia da relação conturbada, mas não desconfiava
que chegaria as vias de fato, afinal, nada prendia Maria a José. Não tratava-se
de um sequestro, mas sim de um casamento.
Se Maria estava lá é
porque queria estar. José, então, é problema dela. Não dos vizinhos.
Um dia José informou em casa que havia convidado 2 casais de
amigos para um churrasco. Maria questionou sobre a churrasqueira e José
prometeu construir uma a tempo, já que o tal evento aconteceria apenas dali a 2
meses.
Em dúvida sobre a ideia,
Maria questionou o preço da churrasqueira.
José disse que podia pagar. Que valorizaria o imóvel num futuro.
Maria aceitou. Sorriu,
pensou na picanha e nas boas risadas que daria no tal churrasco.
Enquanto interditava o quintal para obras, José teve que
desligar a máquina de lavar de Maria por alguns dias. Ela se irritou.
Discutiram. Rebelde,
Maria disse que não queria mais receber ninguém.
José ponderou que já tinha feito a maior parte da obra, que seus
amigos viriam de longe e que não era elegante e nem muito possível desfazer o
convite.
Então, Maria surtou.
José a espancou mais uma vez. Chorando, foi ao banheiro tentar
fazer com que ninguém ouvisse as lágrimas incoerentes de quem se mantém casada
por vontade própria, mesmo que agredida constantemente.
A noite, foi pro samba
trair o marido como “vingança”. E assim, entre socos e mentiras, mantiveram um
lar de aparências, uma bomba relógio prestes a explodir.
Chegou o final de semana do tal churrasco. Ao acordar no sábado,
prestes a ir ao aeroporto receber as visitas, José se deparou com Maria sentada
amarrada a churrasqueira gritando: “Não vai ter churrasco!”.
José argumentou ainda
ponderadamente que não dava mais pra cancelar. As visitas já haviam chegado e
que não era prudente punir as visitas por problemas internos.
Afinal, que culpa tem os hospedes?
Rebelde, cansada,
desgostosa com a própria omissão e covardia, Maria gritou mais alto. Não queria
mais apenas se impor a José, mas sim a vizinhança inteira.
José a agrediu mais uma vez. Desta, sem deixar marcas para que
as visitas não notassem.
As visitas chegaram e
José foi logo mostrando a churrasqueira nova onde fariam o tal churrasco. As
crianças foram receber as visitas e com a alegria e pureza de quem só enxergava
uma tarde feliz em meio a tanta confusão.
Sentindo-se traída pelo marido, pelos filhos e principalmente
por si mesma, Maria esperou todos sentarem, José acender o carvão e então
desceu as escadas gritando que havia sido agredida.
As visitas não sabiam
o que fazer. Maria se jogava no chão e contava barbaridades em prantos, como
quem pede ajuda. Os vizinhos ouviram, se aproximaram, tentaram conter José, que
já ameaçava agredi-la novamente.
Um tumulto daqueles. Veio a polícia, o bairro todo passou a
saber que aquela família era uma mentira e José, violento.
Quebra-quebra, picanha
voando, muita discussão e mesmo quando tudo se acalmou, não havia clima para
churrasco.
Os hospedes se foram, a carne estragou. A churrasqueira,
novinha, sofreu danos em meio a confusão. E Maria, agora vítima de um marido
cruel aos olhos de todos, se via amparada por um monte de gente que não lhe dá
a mínima.
A noite, quando todos
vão embora, Maria se deita ao lado de José e faz sexo com ele.
Pela manhã, sai de casa ainda machucada e todos na rua olham com
pena, com a certeza que ali vai uma mulher livre de seu marido cruel para não
mais voltar.
Maria encontra seu
amante. Passa a tarde com ele e volta para José, causando espanto na
vizinhança.
Ao entrar em casa Maria olha as crianças, a churrasqueira
quebrada, José bêbado no sofá e diz:
- Vamos consertar a
churrasqueira?
- Porra, Maria! Tu quebrou tudo, estragou o churrasco, me fodeu
na frente das visitas e agora quer que eu conserte a churrasqueira?!
- Agora que já fez,
adianta deixar ai quebrada? Vê quanto é e conserta.
- E os nossos amigos, Maria? Como fica?
- Convide-os para um
final de semana em casa e uma feijoada.
- Mas aí tem que consertar o fogão, trocar a cama e fazer um
quarto de hospedes pra caber todo mundo!
- Tudo bem, José. É
até bom. Valoriza o imóvel…
- E a gente?
- O que tem a gente?
- Tudo bem?
- Tudo. Normal… Você
leva as crianças na escola?
- Levo…
------ (Texto de Rica Perrone)
08 abril 2014
06 abril 2014
Sorte Grande
O sujeito era famoso por ter uma sorte
inacreditável. Na infância, nunca fora surpreendido quando fazia suas
travessuras; no colégio, o pouco que estudava sempre caia na prova; no
vestibular chutou todas as questões e ainda assim passou em primeiro lugar; no
emprego, seus dois chefes imediatos morreram num intervalo de 6 meses,
propiciando-lhe galgar um posto altíssimo; antes de completar 30 anos, herdou
uma fortuna considerável de uma tia-avó distante e durante toda a sua vida era
sempre visto ao lado das mulheres mais lindas.
Um dia porém,
enfadado com a vida que nunca lhe apresentava nenhuma dificuldade, pediu uma
licença e foi viajar pelo mundo. Na Índia, conheceu uma mulher lindíssima e
logo os dois foram para a cama, onde ela se revelou fantástica durante a noite
inteira. Quando acordou, viu que a moça ainda dormia e ficou por alguns
momentos admirando o seu rosto sereno. De repente, uma coisa lhe chamou a
atenção: o sinal que as mulheres hindús tem no meio da testa. Tomado de uma
irresistível curiosidade, ele quis descobrir o que era aquilo. Com a ponta da
unha do polegar, raspou aquela manchinha durante alguns instantes e, para sua
surpresa, descobriu o que estava escrito embaixo: “Ganhou uma Mercedes”!
04 abril 2014
01 abril 2014
Assinar:
Postagens (Atom)
































