20 maio 2014

Pequeno x Grande

Time pequeno só é grande uma vez...
(Por Roberto Vieira)
Todo mundo se espantou com o Ituano.
‘Campeão! Campeão!’
Aí chegam os urubus enfileirados e levam o time embora.
Já aconteceu com o Íbis, em Pernambuco.
Campeão com Bodinho e Carlito nos anos 40.
A Inter de Limeira em 1986.
Caldense e Ipatinga, uai!
Até a Grécia foi campeã europeia.
Só Zeus sabe como…
Mas time grande é time grande sempre.
Passa por sufoco, é dilapidado, mas volta mais forte.
O time pequeno – e aqui nada vai contra quem é pequeno.
Porque já deve ter torcedor pegando a navalha.
Pra quem ama, o time é imenso, imortal, o melhor do mundo.
O time pequeno assusta, levanta voo e cai como Ícaro.
Por querer beijar o Sol.
O Bonsucesso barbarizou com Valdir, Samarone e Mickey lembram?
O Olaria era show no início dos anos 70.
Iraty Sport Club.
O Operário de Manga.
O Perugia de Rossi.
O sol nasce para todos os Ícaros.
O sonho é livre.
Time grande existem poucos.
Raros.
Venceram Darwin nos primórdios do futebol.
E hoje dividem o butim entre eles.
Resultado?
Time pequeno só é grande uma vez.
Depois da meia noite?
Não tem chuteira nem sapatinho de cristal…

16 maio 2014

Quem é Quem na Copa

Atacante do Brasil:
( ) Hulk ( ) Thor ( ) Capitão América
Atacante do Brasil:
( )( ) Serginho Groismann ( ) Marília Gabriela
Defensor da Croácia:
( ) Vida ( ) Amor ( ) Lepo-Lepo
Defensor do México:
( ) Moreno ( ) Alto ( ) Bonito e Sensual
Atacante do Brasil:
( ) Fred ( ) Barney ( ) Pedrita
Atacante da Holanda:
( ) Robben ( ) Batman ( ) Coringa
Defensor da Costa do Marfim:
( ) Bamba ( ) Conga ( ) Ki-Chute
Defensor da Costa do Marfim:
( ) Boka ( ) Queixo ( ) Nariz
Defensor da Alemanha:
( ) Lahm ( ) Veludo ( ) 100% Algodão
Defensor da Argentina:
( ) Mercado ( ) Quitanda ( ) 1,99
Atacante da Nigéria:
( ) Musa ( ) Princesa ( ) Diva
Defensor da Rússia:
( ) Granat ( ) Dim-Dim ( ) Bufunfa
Meio-campista da Coreia do Sul:
( ) Jung-Woo ( ) Yahoo! ( ) Woo-Hoo!!! \o/
Atacante da Itália:
( ) Rossi ( ) Lopes ( ) MRV
Defensor da Itália:
( ) Paletta ( ) Acém ( ) Ponta de Alcatra
Atacante do Equador:
( ) Caicedo ( ) Caitarde ( ) Cai Amanhã
Defensor de Honduras:
( ) Peralta ( ) Sapeca ( ) Espoleta
Meio-campista de Gana:
( ) Badu ( ) Facebook ( ) Orkut
Atacante da Bélgica:
( ) Hazard ( ) Sorte ( ) Véi, Nunca Mais!!
Defensor da Argentina:
( ) Basanta ( ) Basburro ( ) Sabe de Nada, Inocente
(Autor: JAIME BELMIRO DOS SANTOS)

12 maio 2014

10 maio 2014

Paulinho Criciúma

Paulo Roberto Rocha, o Paulinho Criciúma, um dos heróis botafoguenses nos títulos cariocas de 89 e 90, reside em Florianópolis onde trabalha como empresário de jogadores de futebol e também vende seguro de cargas. Antes, durante oito anos, dirigiu o colégio Objetivo em Criciúma. Viúvo, tem dois filhos gêmeos, Luca e Lara.
Também é comentarista do SporTV, em Santa Catarina.
Nascido em Criciúma-SC no dia 30 de agosto de 1961, Paulinho começou a carreira no clube que leva o nome de sua cidade na década de 70. Em 83, foi contratado pelo América de Rio Preto-SP e em seguida foi para o Bangu-RJ. Em 85 e 86, jogou por empréstimo no Posco, da Coréia do Sul e depois retornou ao time de Moça Bonita.
O meia-direita, que também jogava de centroavante quando era necessário, transferiu-se em 1988 para o Botafogo. Na época, o Glorioso sofria com o jejum de títulos e contratou três jogadores do Bangu. Além de Paulinho, o zagueiro Mauro Galvão e o ponta-direita Marinho chegaram para reforçar o time de General Severiano.
Após ser bicampeão carioca pelo Fogão, Paulinho Criciúma teve seu passe negociado para o Internacional de Porto Alegre. Antes disso, ele quase se transferiu para o Corinthians, mas o presidente Vicente Matheus achava alto demais o seu salário.
No Colorado, Paulinho não foi o mesmo jogador dos tempos de Botafogo. Depois de uma passagem apagada pelo Beira-Rio,  jogou no Nagoya Grampus, do Japão (1991 e 92), Los Angeles Salsa, dos Estados Unidos (1993 e 94), Montreal, do Canadá (1995) e Atlético Celaya, do México (1995 e 96).
Assim que encerrou a carreira, Paulinho Criciúma foi comentarista esportivo em rádios de sua cidade. Foi treinador profissional do Barreiras-BA (2001), Camaçari-BA (2002), Criciúma-SC (2006) e 4 de Julho-PI (2012).

08 maio 2014

Via Parabola

No meio dos cavalos, das cinquentinhas, das bicicletas, puseram a TV. O sol e a poeira atrapalhavam a imagem, mas alguém puxou uma lona e, com duas estacas, resolveram.
Ermo que só a “antena parabola” (“deve ser especial pra Copa”) numa fazenda no morro alcançou pouco antes. E a venda – fumo, doces, queijo, cachaça – recebeu, na estreia, os que ali vagavam, passavam ou viviam, uns trinta sem-alma.
“Brasil e quem?”. Silêncio. “Esse time aí, de branco, é qual?”. “Tá escrito ali embaixo: Croácia”. “Onde é isso?”. Silêncio. Tabefes nos mosquitos.
Ficaram em pé no hino, o velho com a mão no peito.
“Hein?”. “Ssshhhiu!”. “Lá pros lados da China”.
Na hora do gol, o dono da venda foi apertar a buzina do jipe sem vida.
“Mas branquelos assim? De olho claro?”.
O outro gol justificou o caramuru e as batidas de vergalhão no tambor. No fim, uma talagada pros adultos, geleia de três cores pros menores.
Estrada afora. “Sei não. Eles tinham mais cara de americano”.
Na cama, o suspiro: “no resto eles mandam. Mas na bola é Brasil!”.
(Texto de Luiz Guilherme Piva)

06 maio 2014

02 maio 2014

País do Futebol

O Brasil tem 684 clubes de futebol registrados, mas 584 disputam só torneios regionais.
O país tem 30.784 jogadores profissionais registrados. Cerca de 82% ganham no máximo dois salários mínimos. Só 2% recebem acima de R$ 12 mil.

01 maio 2014

Racismo NÃO!

=Basta de discriminação, xenofobia, nazismo, fascismo, racismo, etc.=

27 abril 2014

Meu Doce Amor


Meu Doce Amor
(Amado Batista)
Quero te falar uma coisa
Que já não cabe em meu coração
Até que enfim nasceu pra mim uma paixão
Acho que não é mais segredo
Porque o meu olhar já entregou
Até que enfim nasceu pra mim um grande amor
Não saia nunca mais do meu abraço
Não deixe o meu corpo sem cobrir
E em todas as manhãs da minha vida
Eu prometo estar aqui
Não deixe minha boca sem teu beijo
Não se perca de mim na multidão
Sem teu amor guiando meu destino
Eu me chamo solidão
Ah, meu grande amor, meu doce amor, musa preferida
Ah, raio de luz, que iluminou toda a minha vida
Ah, meu grande amor, meu doce amor, musa preferida
Ah, raio de luz, o nosso amor é pra toda vida...

25 abril 2014

Ilusão de Ótica

Ao sair de casa pela manhã, a lavradora Maria Luísa Lopes, 84 anos, deu uma olhada na fachada de casa. Há um mês, a visão era familiar: paredes brancas e janelas verdes. No fim da tarde, quando voltou, o susto. No lugar da casa estava uma estrada de terra, rodeada por grama e por uma cerca de arame farpado. 
Estava na rua errada? Não. Todos os vizinhos pareciam estar no mesmo lugar - a Rua das Flores, no povoado de Morrinhos, a cerca de 40 quilômetros de Feira de Santana. Avistou o telhado e viu que o imóvel não tinha desaparecido. Mas... Cadê a porta? 
É verdade que a estrada, a grama e a cerca são comuns em Morrinhos.  Só que, nesse caso, não passava da fachada da casa onde mora desde que nasceu, com uma pitada de ilusão de ótica.
Quem olha rápido – e até quem olha atentamente – pode não perceber que ali existe uma fotografia adesiva, impressa em tamanho real e colada no que antes era a parede branca. A intervenção faz parte de um trabalho da artista visual Maristela Ribeiro, professora do Instituto Federal da Bahia (Ifba). Há um ano, ela começou um projeto que pretendia mostrar a realidade de Morrinhos aos seus próprios moradores e ao mundo. 
Após oferecer oficinas de arte e fotografia à população, Maristela partiu para a última fase do projeto, que começou em dezembro e se estendeu até março. “Não encontrei nenhuma imagem da comunidade, que existe desde 1940. Imaginei trazer a paisagem regional e usar as casas como telhado”, afirma Maristela, que usa o projeto na pesquisa no doutorado em Artes na Universidade Federal da Bahia.
Apesar de chamar atenção dos quase 400 moradores e também dos forasteiros, a casa de dona Luísa não é a única: as paisagens de Morrinhos foram transportadas para outras nove das cerca de 90 residências do local.
“Meu objetivo era que as casas desaparecessem. Para mim, era uma metáfora sobre o esquecimento do local, sobre como essas pessoas são deixadas de lado e se tornam invisíveis”. Lá, a maioria dos moradores vive em casas de taipa, sem saneamento básico. A principal fonte de renda, além da agricultura familiar, é o Bolsa Família, segundo a pesquisadora.

21 abril 2014

Querido Locutor

A rádio só pegava ali na cidade mesmo. A cadeira na laje em cima da portaria, um moleque puxava os fios até a Kombi do eletricista na rua – que, com umas antenas e uns botões, estopa, alicate, óleos e molas, punha a narração pra funcionar.
Jogadores, torcedores e transeuntes ouviam tudo ao vivo. Mas em todos os cantos a voz chiada e tremida juntava grupos nas casas, nas lojas, nas vendas, nos postos – e, a cada menção, os tapinhas nas costas, os sorrisos, as mãos em taça nas mandíbulas abertas.
Os parentes dos jogadores a comprovar sua glória. Os amigos a salivar as saudações do narrador. Os anunciantes a entrever as ruas cheias de neons sonoros.
O speaker caprichava. Era um rapaz magrelo, que repetia umas poucas expressões dos locutores famosos em meio aos milhares de citações de todos os jogadores, amigos, autoridades e anunciantes.
Sucesso total.
Num domingo de Páscoa, porém, jogo festivo, o padre abriu o evento, na tribuna o prefeito e a família, a potência do som aumentada: mais fios, mais antenas e botões e, novidade maior, caixas de som nos quatro cantos do alambrado!
“Abrem-se as cortinas do espetáculo!”
Aquilo era mais emocionante do que o jogo.
Não deu cinco minutos, o chiado e o zunido vieram fortes. Um estalo assustou todo mundo.
Mas eis que os barulhos sumiram e a voz ficou clara, redonda, enlevada.
Só que era um curto-circuito num dos fios perto da Kombi, o eletricista em desespero porque ia dar pane em tudo, o narrador sem perceber seguiu seu trabalho (“Neca passa pro Elpídio, que bola bola!, Elpídio, dez é a camisa dele, a camisaria Paris é a que tem os melhores produtos com os menores preços”), o eletricista fez uma gambiarra malfeita e gerou uma onda de energia no sentido Kombi-microfone (“no mercado Céu Azul tem de tudo, e um abraço pra família Miranda, no Paraíso Alto, aquele café da Dona Mércia não tem igual, o Tecão do Sindicato, pro Seu Lima, da Funerária Recomeço, minha mensagem de amizade”) e chegou às mãos do speaker como um coice elétrico (“Elpídio, de primeira, saudamos principalmente o senhor prefeito e a sua senhora, a quem enviamos nossa mensagem especial…”), aí a descarga de alta voltagem colou sua mão no microfone, fez seu corpo sacudir de dor, e os palavrões saíram gritados, em série – “PQP! C…! Vai tomar no …! FDP!” – e repetiam-se sem parar.
O jogo parou. Os torcedores e jogadores olhavam pra cima. Nas casas, lojas, postos, mesmo na Casa Paroquial tinha gente ouvindo, mãos em leque na boca, um pavor.
Até que o eletricista conseguiu. O microfone parou de tremer. O speaker, sem lucidez, branco, fraco, tonto. Vendo os jogadores parados, e sem se dar conta do que se passara, fez a saudação final: “aqui se encerra nossa jornada esportiva dominical, fecham-se as cortinas do espetáculo!”.
A essa altura o cara da Kombi e o menino dos fios já tinham sumido. Ele respirou um pouco, recobrou as forças e, meio ausente, desceu da laje.
E sorriu, imaginando que brilhara: na sua frente, como nunca antes ocorrera, havia uma multidão.
(Texto de Luiz Guilherme Piva)

20 abril 2014

Bodas de Vinho

O casal Kenneth e Helen Felumlee, de Ohio, nos Estados Unidos, morreu no último fim de semana com 15 horas de diferença, após 70 anos de casamento. Helen tinha 92 anos e faleceu em 12 de abril. Seu marido, de 91 anos, morreu na manhã seguinte. Segundo a família, ambos faleceram de causas naturais, próximos da família.
De acordo com os filhos, cerca de 12 horas após Helen morrer, Kenneth olhou para eles e disse: "mamãe está morta", e então começou a perder os sentidos. Ele foi cercado pela família e morreu no domingo pela manhã.
"Foi uma maravilhosa festa de despedida", disse uma das filhas, Linda Cody. "Ele estava pronto. Ele só não queria deixá-la aqui sozinha."
Os dois se casaram em 20 de fevereiro de 1944, após namorar por três anos, e tiveram oito filhos. Conforme a família, em 70 anos, os dois nunca dormiram separados. Mesmo em seus últimos dias, Helen e Kenneth tomavam café da manhã juntos, de mãos dadas.