07 maio 2015

Mega Bahia

00.00.0000 Ganhadores da Mega Sena na Bahia:
08.04.2006 (0753) – R$ 17.388.228,32 (Salvador)
05.04.2008 (0958) – R$ 00.978.205,14 (Feira de Santana)
21.03.2009 (1058) – R$ 03.671.709,67 (Salvador)
19.11.2011 (1338) – R$ 05.448.452,03 (Salvador)
10.03.2012 (1370) – R$ 07.499.281,75 (Salvador)
10.03.2012 (1370) – R$ 07.499.281,75 (Salvador)
11.05.2013 (1493) – R$ 01.471.764,39 (Salvador)
31.12.2013 (1560) – R$ 56.169.465,02 (Teofilândia)
28.06.2014 (1612) – R$ 21.337.822,84 (Feira de Santana)
05.05.2015 (1701) – R$ 02.018.423,55 (Ribeira do Pombal)

05 maio 2015

Craque Maior

Nem Pelé, nem Maradona.
O João Saldanha e o Juca Kfouri nunca viram.
Nenhum jornalista, analista, torcedor, espectador, pesquisador – ninguém jamais viu.
Mas o melhor jogador de futebol de todos os tempos deixa no chinelo os dois craques acima e todos os outros que disputam o posto.
Começou a carreira antes dos dez anos de idade. Desde a estreia faz lances e gols que Zico, Neymar, Ronaldo, Messi, Zidane, Rivelino, Reinaldo, Platini, Ronaldinho, Cruyff e qualquer outro jamais chegaram perto de executar.
Ainda hoje, com mais de cinquenta, segue se exibindo pelos gramados de todo o mundo, marcando vários gols por jogo, vencendo todos os campeonatos, sendo aplaudido de pé a cada partida, acumulando troféus e prêmios.
Já deve ter mais de 10 mil gols – a maioria de placa. Seus dribles, passes, lançamentos e chutes causam admiração mesmo revistos dezenas de vezes.
Sou eu.
O melhor jogador de futebol de todos os tempos sou eu.
Você nunca viu. Ninguém nunca viu.
Mas eu vi e sigo vendo.
Em sonhos, é verdade.
Mas garanto, podem acreditar: sou eu o melhor do mundo.
(Texto de Luiz Guilherme Piva)

03 maio 2015

Menina do Lido

Menina do Lido
(Elba Ramalho/Geraldo Azevedo)
Menina eu te conheço
Não sei de onde
Mas por incrível que pareça
Sei o seu nome, menina
Não sei se foi no bonde
De Santa Teresa

Como podia ser
Numa boutique em Copacabana
Ou num chá de caridade, menina
Promovido a quem de direito
O seu vestido era azul anil
E era domingo, viu?
Você nem ligou pra mim
É eu sou muito vivo
Te lembra menina
Do passeio, do sorvete
Na Praça do Lido?
Tu não te lembras
Do passeio, do sorvete
Na Praça do Lido

01 maio 2015

Sem Perdão

Jogavam o time da casa e o visitante, fraquíssimo, chamado São Francisco. Era só ganhar pra ir pra semifinal do torneio intermunicipal.
O sacristão, que nunca ia a jogo nenhum, mas era devoto, foi ao campo com a imagem do santo nas mãos.
Ficou quieto, passando a mão na cabeça do seu protetor.
O pessoal achou esquisito mas fez que não ligava.
Só que a irritação se instalou com o gol adversário.
Depois outro. Dois a zero.
Começaram a xingar o coitado, empurrá-lo.
Ele, com os olhos vermelhos, ergueu a imagem pros céus e começou a cantar:  “onde houver ódio que eu leve o amor”, três a zero!, veio o primeiro tapa – ele balançou e aumentou a voz: “onde houver ofensa que eu leve o perdão”, os cascudos violentos surgiram aos montes, pontapés, ele gritava “onde houver discórdia que eu leve a união”, quatro a zero! Até que virou chacina, ele caído, abraçado ao santo, a polícia chegou e o pessoal correu – mas ainda teve o quinto gol: cinco a zero!
São Francisco, zebra total, classificado! O time da casa, favoritíssimo, eliminado.
Dois cabos carregaram o coitado cheio de sangue – com o santo grudado ao peito – e contam que ele ainda balbuciou que perdoava para ser perdoado e que ali começava sua vida eterna.
(Texto de Luiz Guilherme Piva)

22 abril 2015

Natureza Morta

Ele limpa a salinha e os troféus e medalhas. Espanador, perfex, bafejada, sopro, cuspezinho, toalha, papel, punho da camisa, até lambida.
Não são muitos, nem têm valor – imitações de lata –, mas sujam demais com as paredes caiadas e as telhas naquele estado.
Duas, três vezes por dia, ele garante o brilho possível.
Ficam sobre três prateleirinhas de tábua, no meio de canecas de festival de chopp, calendários, pesos de papel, um santo de gesso e um retrato do time de 72.
É nele que ele jogava. Agachado, na ponta-esquerda, cabelo empastado.
Todo sépia, comido nas pontas, sem vidro, moldura solta.
O time nem existe mais – a salinha é no fundo da loja do antigo presidente.
Faz a faxina de graça só pra olhar o retrato e os troféus – natureza morta.
É ele quem lhes dá um pouco de vida.
Ou o inverso.
(Texto de Luiz Guilherme Piva)

20 abril 2015

17 abril 2015

15 abril 2015

Cartolicismo

O sujeito não jogava nadinha de nada. Zero à esquerda menos zero. Não era nem o dono da bola – dono que era perronha, mas sonhava-se craque. Pra ser sincero o distinto nem gostava de futebol. Gostava mesmo era de dinheiro.
Onze camisas e uma bola. Campinho de barro vermelho. Não tinha lugar pra ele nem pro dinheiro. Futebol era apenas diversão. Futebol pagão sem lenço nem documento.
Mas o país cartorial exigia que tudo tivesse licença, atestado, alvará, segunda via e lá se foram os meninos vestirem o uniforme dos colégios religiosos, das agremiações quatrocentonas, dos clubes de bela e nem tão bela estampa.
O sujeito não gostava de bola, mas gostava de estar nas manchetes e fofocas dessa vida assumiu o futebol. Polainas, gravatas, cartolas e bigodinho, o sujeito transformou o que era simples em atividade congressual. O fato simples de botar uma bola entre duas pedras ou duas traves, viu-se subitamente engessado por dezenas de regras.
Uma dia surgia a federação, noutro a confederação, ali um tribunal de justiça, acolá um efeito suspensivo.
A religião que não tinha deus virou Monte Olimpo. Os jogadores eram incensados pelas multidões; os dirigentes manipulando os cordões do circo de marionetes. Durante muito tempo, quase um século, a paixão infantil daquele jogo de moleques suportou a tudo e todos como somente a paixão consegue suportar. Palcos lotados, gritos histéricos, barbaridades nas arbitragens e nas regras do esporte toleradas com o mito de que o belo no futebol era o erro. Grana preta rolando nas bolsas de apostas. Fiéis cegos gritando em êxtase diante dos pecados capitais: Amém!
O futebol pagão virou Cartolicismo.
Até que as crianças foram descobrindo que ninguém ressuscitou após o terceiro pênalti…
(Texto de Roberto Vieira)

13 abril 2015

Impasse

Os donos de uma casa que permanece no meio de uma avenida construída em uma área residencial na cidade de Nanning, na região autônoma de Guangxi Zhuang, na China, se negam a demolir a residência há mais de uma década.
Como o dono da residência se recusou a fazer um acordo com as autoridades para desapropriar o imóvel, as obras começaram assim mesmo. A lei chinesa impede a demolição de uma propriedade sem que haja um acordo.
Normalmente, os moradores se recusam a ceder por considerarem a compensação financeira inadequada. A casa fazia parte de uma aldeia que foi transferida no final da década de 1990. Sem acordo, a casa foi deixada no meio da estrada.
Um porta-voz do departamento de desenvolvimento urbano de Nanning disse que a exigência dos proprietários não se encaixa na política de remuneração e que as partes ainda estão negociando.
Por conta do impasse, os moradores são obrigados a desviar seus carros porque a casa obstrui passagem. "Nós não sabemos por que a casa não pode ser demolida", disse o morador identificado como Huang ao jornal Nanguo Morning News.

11 abril 2015

Invente Sempre

Invente sempre, porque as grandes invenções foram criadas em momentos de guerra. Foi o frio que inventou o fogo, a distância que inventou a roda. É o problema que cria a grande solução.
(Nizan Guanaes, publicitário)

09 abril 2015

Fogão Campeão

00 Taça Guanabara 2015:
01 Botafogo 1x0 Boavista
02 Botafogo 2x2 Volta Redonda
03 Botafogo 4x0 Bonsucesso
04 Botafogo 3x0 Bangu
05 Botafogo 3x0 Friburguense
06 Botafogo 2x1 Nova Iguaçu
07 Botafogo 1x0 Flamengo
08 Botafogo 1x3 Fluminense
09 Botafogo 3x0 Tigres
10 Botafogo 3x0 Resende
11 Botafogo 1x0 Cabofriense
12 Botafogo 1x1 Barra Mansa
13 Botafogo 1x1 Vasco
14 Botafogo 4x1 Madureira
15 Botafogo 1x0 Macaé

07 abril 2015

Idiota Feliz

Seja ridículo, mas seja feliz e não seja frustrado.
“Pague mico”, saia gritando e falando o que sente, demonstre amor.
Você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais.
Não se importe com a opinião dos outros.
Antes ser um idiota para as pessoas do que infeliz pra si mesmo.
(Arnaldo Jabor)