19 junho 2015
17 junho 2015
Quanto Tempo
A esposa
o encontrou parado na frente do espelho, com a espuma de barbear pela metade,
os olhos fixos.
“No meu tempo…”, ele dizia, atento
às próprias feições.
Tinha
sido a primeira vez. Depois da pelada semanal, na hora da cerveja.
Tantos anos, tanta pelada, tanta
cerveja, tanta gente, tanta conversa, e ele nunca falara aquilo.
Mas
naquela tarde começara uma história ou um argumento com a expressão que o
atingira como uma bolada no ventre: “no meu tempo…”.
Parou um segundo, ninguém reparara,
encurtou o assunto. Silenciou. Foi embora mais cedo do que de costume.
Agora
ali, depois do banho, no meio da barba, intranquilo, repetia a frase.
Ela quis saber o que estava acontecendo.
Ela quis saber o que estava acontecendo.
Só então ele a viu.
Entre
virar o rosto e encará-la, lembrou-se de muitas peladas que jogara quando
criança e adolescente e dessas que – “há quantos anos, meu Deus?” – ele, já
adulto, antes mesmo de se casar, jogava todo sábado. Dos campos em que jogara,
que tinham mudado várias vezes. De tanta gente que saiu, de outras que chegaram
por pouco tempo ou ficaram, de alguns que se machucaram e pararam, das
desavenças que afastaram amigos, de sobrinhos de alguns que se incorporaram, de
amigos novos, dos mais antigos que perderam assiduidade. Dos jogos na chuva, no
barro, num terrão com formigueiro, num sítio de um sujeito rico – “grama
verdinha e plana, alambrado, traves com rede – um dia vou ter um!” –, na beira
da estrada, em outras cidades. E de quando – “há quantos anos, hein? Quantos?”
–, fixaram-se no campinho de grama sintética do clube campestre, alugado, ele
organizava a vaquinha, cobrava, anotava, comprava bolas, arrumava gente pra
completar quando não dava quorum. E comandava a cerveja depois do jogo. Um gol
de sem-pulo. Um braço quebrado. Como é possível perder um gol daquele? Quanta
pelada. Quanta conversa. Quanta gente.
Quanta cerveja.
Viu no
rosto da esposa as marcas do tempo que nunca vira até então. As mesmas que só
tinha visto no seu naqueles minutos que tinha ficado na frente do espelho
repetindo a expressão que o abalara.
Limpou a espuma do rosto com a
toalha.
Abraçou-a.
Disse que não era nada.
Acalmou-se.
Mas
subitamente a ideia de futuro o assombrou e o fez abraçá-la mais forte: “quanto
tempo, meu Deus? Quanto tempo?”.
(Texto de Luiz
Guilherme Piva, autor de “Eram
todos camisa dez”)
15 junho 2015
13 junho 2015
11 junho 2015
Supervalorizado
O personagem Mr.
Bean é conhecido por ser
bastante desajeitado. Já Rowan Atkinson, ator que interpreta o caricato
britânico, não tem nada de atrapalhado. Ele vendeu seu McLaren F1 por 8 milhões
de libras, o equivalente a R$ 38 milhões. O carro, que tem 18
anos de uso e 65 mil quilômetros percorridos, foi comprado em 1997 por cerca de
R$ 3 milhões. Com o negócio, o ator lucrou nada menos que R$ 34,6 milhões.
O raro F1 vendido por "Mr. Bean" é o número
61, de uma série com apenas 64 unidades produzidas. É equipado com um motor V12
de 636cv de potência. Agora, na garagem de Rowan Atkinson, restam
"apenas" um Honda NSX, um Jaguar Mk7, um Aston Martin DB2, um
Rolls-Royce Phantom Coupe e um raro BMW 328 de 1939.
De acordo com o jornal britânico Daily Mail, esse foi um dos
valores mais altos já pagos por um carro no país. Curioso é que o
superesportivo de Atkinson já esteve envolvido em dois acidentes. No primeiro,
em 2009, o ator derrapou de traseira após perder o controle do veículo. Dois
anos depois, em 2011, uma colisão mais séria: Rowan não conseguiu completar uma
curva escorregadia e se chocou contra uma árvore. A forte batida, além de
causar uma fratura no ombro do motorista, destruiu grande parte do automóvel. O
acidente custou mais de R$ 4 milhões à seguradora, valor cobrado pela McLaren
para reconstruir o carro e um dos maiores pagamentos de seguro do Reino Unido.
O carro foi vendido
por uma empresa especializada, de propriedade de David Clarck, que é,
justamente, ex-diretor da McLaren. Segundo Clarck, houve interesse de todas as
partes do mundo, mas o comprador é britânico. Para Rowan Atkinson, o
superesportivo nunca foi um investimento. Ele disse ter comprado pensando na
qualidade do carro, mas, já que se tornou algo raro e de valor, "era hora
de ser apreciado por outra pessoa”.09 junho 2015
Grande Família
Aos 39 anos, a inglesa
Sue Radford comemora o nascimento da pequena Hallie Alphia, a 18ª filha de seu
casamento com Noel. Conhecidos como a “maior família da Inglaterra”, os
Radfords são donos de uma padaria em Lancashire e impressionam por não pedir
nenhum tipo de ajuda financeira do governo, de acordo com o tabloide britânico Daily Mail.
Sue e Noel se conhecem
desde a infância. Ela tinha apenas 14 anos quando ficou grávida do primogênito,
Chris, hoje com 26 anos. Além de Chris e Hallie, Sue e Noel também são pais de Sophie, Chloe, Jack, Daniel, Luke, Millie, Katie, James, Ellie, Aimee, Josh, Max, Tillie, Oscar e Caspar. O casal também já tem dois netos.
“Eu acho que ela será
a última, mas eu nunca digo nunca. Nós não estamos tentando ativamente, mas eu
não vou tomar a pílula. Vou deixar isso com a natureza, se nós tivermos que ter
mais, nós teremos”, disse Sue em entrevista.
O nascimento de Hallie
aconteceu um ano depois que o casal perdeu o 17º filho, Alfie, antes de nascer.
“Eu acho que perder um
filho muda você como pessoa, eu não sou a mesma depois de perder Alfie. Eu
nunca vou ser a mesma pessoa de novo, mas eu aprendi que agora tenho um anjinho
da mamãe e sorrio mesmo quando não estou realmente feliz”, escreveu Sue no site
da família, pouco depois de perder o filho.
Em homenagem ao irmão,
os pais deram o nome da menina, que nasceu no último dia 3, de Hallie Alphia.
“Se você olhar de
perto essa imagem, você poderá ver um rostinho olhando para ela e se
certificando de que ela está bem. Ela tem o melhor anjo da guarda olhando por
ela - seu irmão mais velho Alfie”, escreveu Sue.
07 junho 2015
Toboágua
Um toboágua com 300
metros de comprimento
atraiu milhares de japoneses e turistas estrangeiros neste sábado. A estrutura
foi montada em uma rua de Tóquio pelo projeto Slide the city (Deslize a
cidade), que já fez intervenções semelhantes em cidades dos Estados Unidos e da
Europa.
A experiência do
público dura cerca de 30 segundos, tempo necessário para escorregar do início
ao fim do toboágua.
05 junho 2015
Posição Prancha
O ex-militar americano George Hood, de 57 anos,
estabeleceu um novo recorde mundial ao permanecer durante cinco horas, 15
minutos e cinco segundos na posição prancha, exercício no qual o praticante
fica em equilíbrio com os antebraços apoiados no chão.
Fuziliero naval aposentado, Hood superou o recorde que
pertencia ao policial chinês Mae Weidong, que no ano passado havia ficado
quatro horas e 26 minutos na posição prancha. Na época, Weidong havia superado
a marca que pertencia ao próprio Hood.
03 junho 2015
01 junho 2015
Suzanne Lenglen
Hoje ela dá nome à segunda quadra
mais importante do complexo de Roland Garros e é reverenciada pelos amantes de
tênis, mas Suzanne
Lenglen ficou conhecida em sua época como
uma rebelde, uma estrela esportiva que brigava pela liberdade. A francesa
ganhou mais de 200 títulos e perdeu apenas sete vezes. Mas, mais do que isso,
fez o mundo respeitar as mulheres no tênis.
Suzanne
dominou os campeonatos entre 1919 e 1926. Aos 15 anos, quatro depois de dar sua
primeira raquetada no fundo de sua casa, venceu o torneio apontado como o
precursor de Roland Garros. A Primeira Guerra Mundial paralisou o circuito, mas
o retorno foi ainda mais triunfal: em 1919 conquistou Wimbledon em sua primeira
participação, vencendo a então heptacampeã Dorothea Chambers.
Nessa época, a fama de Suzanne se
espalhou da França para o mundo. E não foi só o lado tenista. As saias mais
curtas e a faixa no cabelo viraram sua marca registrada. Beber conhaque em
quadra, fumar e namorar sem ceder aos rígidos costumes daquele tempo fizeram
dela um ícone social.
Sua
relação com os organizadores dos eventos era de amor e ódio. Amor porque ela
atraía milhares de espectadores e era garantia de espetáculo. E ódio porque
suas exigências eram incomuns na época. Uma delas, talvez a mais famosa, era a
de não jogar antes das 12h. A francesa queria descansar depois de ir dormir
tarde.
Também foi na base da rebeldia,
deixando claro seu ponto de vista, que Suzanne se tornou profissional, num
tempo em que todos os torneios eram amadores. Para disputá-los, era preciso
estar ligado a algum clube de tênis. Os prêmios ficavam praticamente só com os
clubes. Os tenistas pouco lucravam.
"Para
mim, é uma fuga do cativeiro e da escravidão. Ninguém mais pode me dar ordens
para jogar torneios em benefício dos donos dos clubes", disse ela, na
época, à Associated Press,
comemorando as exibições que faria dali em diante. "Ganhei muito dinheiro
para os clubes, gastei muito com taxas de inscrição e não tenho quase
nada", acrescentou.
Antes da despedida, no entanto, ela
aceitou disputar um jogo histórico com Helen Wills, norte-americana de 19 anos
que repetiria nas temporadas seguintes o sucesso de Suzanne. Contrariando seu
pai, a francesa encarou (e venceu) Helen Wills em Cannes diante de sete mil
pessoas amontoadas ao redor de uma quadra em um hotel, segundo relatos da
época.
Suzanne
se aposentou em 1927, um ano antes de o complexo de Roland Garros ficar pronto.
Sua morte foi tão intensa quanto sua carreira. Em junho de 1938, foi divulgado
que ela tinha leucemia. Semanas depois, já cega, ela morreu aos 39 anos.23 maio 2015
Antonomásia
00 Celebridades
que não usam seus nomes verdadeiros:
01 Ariclenes
Venâncio Martins = Lima Duarte.
02 Arlette Pinheiro Esteves da
Silva =
Fernanda Montenegro
03 Nilcedes Soares Guimarães = Glória Menezes
04 Antônio Carvalho Barbosa = Tony Ramos
05 Jessé Gomes da Silva Filho = Zeca Pagodinho
06 Mirosmar José de Camargo = Zezé de Carmargo
07 Luiz Maurício Pragana dos Santos = Lulu Santos
08 Maria da Graça Meneghel = Xuxa
09 Senor Abravanel = Silvio Santos
10 Carlos Roberto Massa = Ratinho
Antonomásia é a substituição de
um nome por outro ou por uma expressão que facilmente o identifique.
Sinônimos de antonomásia: perífrase, alcunha,
cognome, epíteto, apelido, apodo, sobrenome, vulgo, apode, chalaça, dito, mofa,
zombaria, opovo, plebe, pecha, velacho.
21 maio 2015
Declaração Codificada
Declaração de Amor codificada:
Se eu te der um estádio
do Guarani, você seria a minha “arena” do Bangu?
Eu faria uma prece ao estádio
do Vasco para abençoar nosso
namoro, nunca viveríamos no estádio do Náutico, lutaríamos pela nossa “arena” do América Mineiro e poderíamos até morar no estádio
do São Paulo ou, se preferir,
comprar uma casa no estádio do Internacional. Sabe o que nos separaria? O estádio
do Flamengo.
Tradução:
Se eu te der um Brinco
de Ouro, você seria a minha Moça
Bonita?
Eu faria uma prece a São
Januário para abençoar nosso
namoro, nunca viveríamos Aflitos, lutaríamos pela
nossa Independência e poderíamos até morar no Morumbi ou, se preferir, comprar uma casa à
Beira Rio. Sabe o que nos
separaria? Nada, porcaria nenhuma,
coisa alguma, patavinas...
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