23 junho 2015

Aymee Nuviola

Nascida em uma família de músicos, a cantora, compositora, pianista e arranjadora Aymee Nuviola, conhecida como “La sonera del mundo”, nasceu em Havana, Cuba.
Começou a tocar piano aos 3 anos, orientada pelo lendário pianista cubano Frank Fernández.
Aymee começou a cantar desde a infância com sua irmã Lourdes, formando a dupla de irmãs Nuviola. 

21 junho 2015

Divisão Literal

Divorciar-se com divisão total de bens é algo que pode trazer muita briga e dor de cabeça. Além das chateações comuns do fim do relacionamento, gera uma problemática financeira desagradável. Passando por isso com raiva e, talvez, bom humor, um alemão decidiu compartilhar tudo pela metade. Literalmente.
O homem, que deve ter ferramentas muito boas pelo ‘excelente’ trabalho no corte dos materiais, dividiu desde seu ursinho de pelúcia, cadeiras, telefone, sofá, até sua cama e o carro “bem preservado pela idade”.
Depois de ter sua metade em mãos, ele ainda divulgou os produtos e colocou à venda no eBay.

19 junho 2015

17 junho 2015

Quanto Tempo

A esposa o encontrou parado na frente do espelho, com a espuma de barbear pela metade, os olhos fixos.
“No meu tempo…”, ele dizia, atento às próprias feições.
Tinha sido a primeira vez. Depois da pelada semanal, na hora da cerveja.
Tantos anos, tanta pelada, tanta cerveja, tanta gente, tanta conversa, e ele nunca falara aquilo.
Mas naquela tarde começara uma história ou um argumento com a expressão que o atingira como uma bolada no ventre: “no meu tempo…”.
Parou um segundo, ninguém reparara, encurtou o assunto. Silenciou. Foi embora mais cedo do que de costume.
Agora ali, depois do banho, no meio da barba, intranquilo, repetia a frase.
Ela quis saber o que estava acontecendo.
Só então ele a viu.
Entre virar o rosto e encará-la, lembrou-se de muitas peladas que jogara quando criança e adolescente e dessas que – “há quantos anos, meu Deus?” – ele, já adulto, antes mesmo de se casar, jogava todo sábado. Dos campos em que jogara, que tinham mudado várias vezes. De tanta gente que saiu, de outras que chegaram por pouco tempo ou ficaram, de alguns que se machucaram e pararam, das desavenças que afastaram amigos, de sobrinhos de alguns que se incorporaram, de amigos novos, dos mais antigos que perderam assiduidade. Dos jogos na chuva, no barro, num terrão com formigueiro, num sítio de um sujeito rico – “grama verdinha e plana, alambrado, traves com rede – um dia vou ter um!” –, na beira da estrada, em outras cidades. E de quando – “há quantos anos, hein? Quantos?” –, fixaram-se no campinho de grama sintética do clube campestre, alugado, ele organizava a vaquinha, cobrava, anotava, comprava bolas, arrumava gente pra completar quando não dava quorum. E comandava a cerveja depois do jogo. Um gol de sem-pulo. Um braço quebrado. Como é possível perder um gol daquele? Quanta pelada. Quanta conversa. Quanta gente.
Quanta cerveja.
Viu no rosto da esposa as marcas do tempo que nunca vira até então. As mesmas que só tinha visto no seu naqueles minutos que tinha ficado na frente do espelho repetindo a expressão que o abalara.
Limpou a espuma do rosto com a toalha.
Abraçou-a. Disse que não era nada.
Acalmou-se.
Mas subitamente a ideia de futuro o assombrou e o fez abraçá-la mais forte: “quanto tempo, meu Deus? Quanto tempo?”.
(Texto de Luiz Guilherme Piva, autor de “Eram todos camisa dez”) 

15 junho 2015

13 junho 2015

11 junho 2015

Supervalorizado

O personagem Mr. Bean é conhecido por ser bastante desajeitado. Já Rowan Atkinson, ator que interpreta o caricato britânico, não tem nada de atrapalhado. Ele vendeu seu McLaren F1 por 8 milhões de libras, o equivalente a R$ 38 milhões. O carro, que tem 18 anos de uso e 65 mil quilômetros percorridos, foi comprado em 1997 por cerca de R$ 3 milhões. Com o negócio, o ator lucrou nada menos que R$ 34,6 milhões.
De acordo com o jornal britânico Daily Mail, esse foi um dos valores mais altos já pagos por um carro no país. Curioso é que o superesportivo de Atkinson já esteve envolvido em dois acidentes. No primeiro, em 2009, o ator derrapou de traseira após perder o controle do veículo. Dois anos depois, em 2011, uma colisão mais séria: Rowan não conseguiu completar uma curva escorregadia e se chocou contra uma árvore. A forte batida, além de causar uma fratura no ombro do motorista, destruiu grande parte do automóvel. O acidente custou mais de R$ 4 milhões à seguradora, valor cobrado pela McLaren para reconstruir o carro e um dos maiores pagamentos de seguro do Reino Unido.
O carro foi vendido por uma empresa especializada, de propriedade de David Clarck, que é, justamente, ex-diretor da McLaren. Segundo Clarck, houve interesse de todas as partes do mundo, mas o comprador é britânico. Para Rowan Atkinson, o superesportivo nunca foi um investimento. Ele disse ter comprado pensando na qualidade do carro, mas, já que se tornou algo raro e de valor, "era hora de ser apreciado por outra pessoa”.
O raro F1 vendido por "Mr. Bean" é o número 61, de uma série com apenas 64 unidades produzidas. É equipado com um motor V12 de 636cv de potência. Agora, na garagem de Rowan Atkinson, restam "apenas" um Honda NSX, um Jaguar Mk7, um Aston Martin DB2, um Rolls-Royce Phantom Coupe e um raro BMW 328 de 1939.

09 junho 2015

Grande Família

Aos 39 anos, a inglesa Sue Radford comemora o nascimento da pequena Hallie Alphia, a 18ª filha de seu casamento com Noel. Conhecidos como a “maior família da Inglaterra”, os Radfords são donos de uma padaria em Lancashire e impressionam por não pedir nenhum tipo de ajuda financeira do governo, de acordo com o tabloide britânico Daily Mail.
Sue e Noel se conhecem desde a infância. Ela tinha apenas 14 anos quando ficou grávida do primogênito, Chris, hoje com 26 anos. Além de Chris e Hallie, Sue e Noel também são pais de Sophie, Chloe, Jack, Daniel, Luke, Millie, Katie, James, Ellie, Aimee, Josh, Max, Tillie, Oscar e Caspar. O casal também já tem dois netos.
“Eu acho que ela será a última, mas eu nunca digo nunca. Nós não estamos tentando ativamente, mas eu não vou tomar a pílula. Vou deixar isso com a natureza, se nós tivermos que ter mais, nós teremos”, disse Sue em entrevista.
O nascimento de Hallie aconteceu um ano depois que o casal perdeu o 17º filho, Alfie, antes de nascer.
“Eu acho que perder um filho muda você como pessoa, eu não sou a mesma depois de perder Alfie. Eu nunca vou ser a mesma pessoa de novo, mas eu aprendi que agora tenho um anjinho da mamãe e sorrio mesmo quando não estou realmente feliz”, escreveu Sue no site da família, pouco depois de perder o filho.
Em homenagem ao irmão, os pais deram o nome da menina, que nasceu no último dia 3, de Hallie Alphia.
“Se você olhar de perto essa imagem, você poderá ver um rostinho olhando para ela e se certificando de que ela está bem. Ela tem o melhor anjo da guarda olhando por ela - seu irmão mais velho Alfie”, escreveu Sue.

07 junho 2015

Toboágua

Um toboágua com 300 metros de comprimento atraiu milhares de japoneses e turistas estrangeiros neste sábado. A estrutura foi montada em uma rua de Tóquio pelo projeto Slide the city (Deslize a cidade), que já fez intervenções semelhantes em cidades dos Estados Unidos e da Europa.
A experiência do público dura cerca de 30 segundos, tempo necessário para escorregar do início ao fim do toboágua.

05 junho 2015

Posição Prancha

O ex-militar americano George Hood, de 57 anos, estabeleceu um novo recorde mundial ao permanecer durante cinco horas, 15 minutos e cinco segundos na posição prancha, exercício no qual o praticante fica em equilíbrio com os antebraços apoiados no chão.
Fuziliero naval aposentado, Hood superou o recorde que pertencia ao policial chinês Mae Weidong, que no ano passado havia ficado quatro horas e 26 minutos na posição prancha. Na época, Weidong havia superado a marca que pertencia ao próprio Hood.

03 junho 2015

01 junho 2015

Suzanne Lenglen

Hoje ela dá nome à segunda quadra mais importante do complexo de Roland Garros e é reverenciada pelos amantes de tênis, mas Suzanne Lenglen ficou conhecida em sua época como uma rebelde, uma estrela esportiva que brigava pela liberdade. A francesa ganhou mais de 200 títulos e perdeu apenas sete vezes. Mas, mais do que isso, fez o mundo respeitar as mulheres no tênis.
Suzanne dominou os campeonatos entre 1919 e 1926. Aos 15 anos, quatro depois de dar sua primeira raquetada no fundo de sua casa, venceu o torneio apontado como o precursor de Roland Garros. A Primeira Guerra Mundial paralisou o circuito, mas o retorno foi ainda mais triunfal: em 1919 conquistou Wimbledon em sua primeira participação, vencendo a então heptacampeã Dorothea Chambers.
Nessa época, a fama de Suzanne se espalhou da França para o mundo. E não foi só o lado tenista. As saias mais curtas e a faixa no cabelo viraram sua marca registrada. Beber conhaque em quadra, fumar e namorar sem ceder aos rígidos costumes daquele tempo fizeram dela um ícone social.
Sua relação com os organizadores dos eventos era de amor e ódio. Amor porque ela atraía milhares de espectadores e era garantia de espetáculo. E ódio porque suas exigências eram incomuns na época. Uma delas, talvez a mais famosa, era a de não jogar antes das 12h. A francesa queria descansar depois de ir dormir tarde.
Também foi na base da rebeldia, deixando claro seu ponto de vista, que Suzanne se tornou profissional, num tempo em que todos os torneios eram amadores. Para disputá-los, era preciso estar ligado a algum clube de tênis. Os prêmios ficavam praticamente só com os clubes. Os tenistas pouco lucravam.
"Para mim, é uma fuga do cativeiro e da escravidão. Ninguém mais pode me dar ordens para jogar torneios em benefício dos donos dos clubes", disse ela, na época, à Associated Press, comemorando as exibições que faria dali em diante. "Ganhei muito dinheiro para os clubes, gastei muito com taxas de inscrição e não tenho quase nada", acrescentou.
Antes da despedida, no entanto, ela aceitou disputar um jogo histórico com Helen Wills, norte-americana de 19 anos que repetiria nas temporadas seguintes o sucesso de Suzanne. Contrariando seu pai, a francesa encarou (e venceu) Helen Wills em Cannes diante de sete mil pessoas amontoadas ao redor de uma quadra em um hotel, segundo relatos da época.
Suzanne se aposentou em 1927, um ano antes de o complexo de Roland Garros ficar pronto. Sua morte foi tão intensa quanto sua carreira. Em junho de 1938, foi divulgado que ela tinha leucemia. Semanas depois, já cega, ela morreu aos 39 anos.