25 agosto 2015
21 agosto 2015
Top-10 Treinadores
Os 10 melhores técnicos
de futebol do mundo, segundo avaliação da revista britânica FourFourTwo, uma
das mais importantes publicações sobre esportes do planeta:
001 José Mourinho (português; Chelsea)
002 Pep Guardiola (espanhol; Bayren München)
003 Luís Enrique (espanhol;
Barcelona)
004 Diego Simeone (argentino;
Atlético de Madrid)
005 Massimo Allegri (italiano;
Juventus)
006 Jürgen Klopp (alemão;
ex-Borussia Dortmund)
007 Unai Emery (espanhol;
Sevilla)
008 Joachim Low (alemão; seleção
da Alemanha)
009 Carlo Ancelotti (italiano;
ex-Real Madrid)
010 Laurent Blanc (francês; Paris Saint-Germain)
010 Laurent Blanc (francês; Paris Saint-Germain)
17 agosto 2015
Tipos de Bêbados
Um estudo publicado pela revista especializada Addiction Research & Theory definiu os bêbados em quatro tipos,
representados por personagens da vida real e ficção: Mary Poppins, Ernest Hemingway, Mr. Hyde e Professor Aloprado.
Segundo a BBC, os pesquisadores
analisaram as descrições de comportamento de 374 estudantes universitários, com
idade média de 18 anos, dos Estados Unidos.
Confira os tipos e veja em qual você - ou os amigos - se encaixa:
Bêbados tipo Ernest Hemingway: o
escritor presumiu que poderia beber quanto uísque quisesse, que não ficaria
bêbado. Cerca de 40% dos participantes da pesquisa se encaixam neste perfil. Apresentaram poucas mudanças notáveis de personalidade quando estavam
embriagados.
Bêbados tipo Mr. Hyde: são 22% da amostra. Representam o personagem fictício de O Médico e O
Monstro, de Robert Louis Stevenson. Mr. Hyde, no caso, é o monstro. Os
bêbados desta categoria, segundo o estudo, apresentaram "tendência a ser
menos responsáveis, menos inteligentes e mais hostis sob influência do
álcool". Eles são os que representam as consequências mais negativas ao
consumir o álcool.
Bêbados tipo Professor Aloprado: cerca de 19% representam este perfil, batizado
graças aos filmes de Jerry Lewis e Eddie Murphy. São mais introvertidos quando
estão sem a presença do álcool mas, quando bebem, ficam extrovertidos.
Bêbados tipo Mary Poppins: representam 14% da amostra da pesquisa. Assim como a personagem do filme, ficam
superprotetores quando embriagados. Possuem um comportamento simpático,
amigável e extrovertido quando estão bêbados.
15 agosto 2015
13 agosto 2015
Domingo Passado
Domingo passado ele, de novo, não foi vê-lo.
Tem sido assim
todos os Dias dos Pais há muitos anos.
É o dia em que ele vai jogar bola de manhã, de tarde e de
noite, pro dia passar logo e ele ficar longe.
No resto do ano,
não.
Todo dia vai lá, carrega, limpa a sujeira, dá banho,
penteia, põe de novo na cama e fica falando com o pai – coitado, os olhos
escancarados sem entender nada de nada.
Era goleiro. E
contador.
A doença o pegou muito cedo. Nem quarenta. E normalmente,
dizem, é doença de idade avançada.
Mas com ele foi
aos quarenta. Nem isso, coitado, trinta e oito, por aí.
Primeiro, deu um vazio no meio de um jogo. Gol adversário
sem que ele fizesse um gesto.
Quando voltou a
si, demorou a entender. Percebeu. Inventou qualquer coisa.
Mas foi se repetindo e o tiraram.
No trabalho,
foram rebaixando suas funções – auxiliar, cópias, carimbos.
Mas, ainda com períodos vivos, um dia disse pro filho:
“não quero mais ir ao trabalho, o pessoal ri dos erros que eu cometo”.
Ele o tirou.
Aposentou-o. Viu-o definhar em poucos anos, sumindo de corpo e mente. A mãe sem
saber o que fazer.
Num Dia dos Pais – já faz quase vinte anos –, banho
tomado, imóvel, olhando a mesa com um bolinho e um guaraná, de repente, com
raríssimo e pleno domínio, disse pra esposa e pro filho: “se ao menos eu ainda
conseguisse ser goleiro não ia dar tanta vergonha pra vocês”.
Depois disso,
rapidamente, cama, ausência, fiapo: a inconsciência foi avassaladora.
Tanto que ele jura que foram as últimas palavras que o pai
pronunciou.
São elas que
gongam na sua cabeça o tempo todo.
E que ele pragueja entredentes o dia inteiro, todos os
Dias dos Pais, jogando bola de manhã, de tarde e de noite.
Com raiva e
orgulho de ser goleiro.
(Texto de Luiz Guilherme Piva)
11 agosto 2015
Sala de Aula
Professora: Joãozinho, o que você vai querer ser quando crescer?
Joãozinho:
Milionário, fessora! Vou torrar dinheiro a rodo e ter uma quenga só pra mim...
vou dar um cartão sem limite pra ela gastar, um carrão importado...
Professora: Chega!! Que coisa feia!... Maria, e você vai querer ser o
que?
Maria: Eu
ia dizer médica, mas agora eu quero ser a quenga do Joãozinho.
09 agosto 2015
Ombro Amigo
Um Ombro Pra Chorar
(Barrerito)
Encoste seu lindo
rostinho neste ombro amigo e pode chorar
Seu coração está
sofrendo só o pranto pode a dor desabafar
Não posso ver mulher
chorando que sinto vontade de chorar também
Mulher é uma florzinha
viva que não pode nunca chorar por ninguém
Chore neste ombro amigo, chore o quanto quiser
Não sei como alguém consegue machucar o coração de uma mulher
Se fosse possível
juntar o pranto das mulheres que eu já vi chorar
Daria um ribeirão
corrente de águas bravias correndo pro mar
Até o próprio oceano
se agitaria chorando também
Pois cada gota desse
pranto é um pedacinho da vida de alguém
Chore neste ombro amigo...
07 agosto 2015
05 agosto 2015
Barcelonização
A história da Mooca
está completamente entrelaçada com a do Clube Atlético Juventus, querida instituição paulistana. Isto é
inegável. Porém, uma homenagem feita recentemente pelo time de futebol
juventino ao bairro da Zona Leste de São Paulo não foi nem um pouco bem aceita
pelos torcedores grenás.
Tudo aconteceu na
semana passada. A Super Bolla, fornecedora de material esportivo do clube,
resolveu inovar e lançou um novo uniforme para o Juventus. Grená e branco? Não,
não, não. Majoritariamente azul, apenas com alguns detalhes nas cores
tradicionais do clube. O motivo? Fazer referência ao azul da bandeira da Mooca,
bairro que em 2015 completa 459 anos de história.
“O bairro de origem do Juventus, que
conta com a mais fiel e apaixonada torcida, merecia um presente à altura”,
definiu o clube, em um comunicado emitido no seu site oficial. “A camisa conta
com detalhes grená e branco, com a frase Mooca 459 anos estilizada na base e com a bandeira do
bairro nas costas, abaixo da gola. Deem as boas vindas ao novo manto que foi
criado com carinho para a Mooca e toda a Nação Juventina”, completou.
Engana-se, porém, quem pensa que este
último pedido foi atendido pela fanática torcida do Juventus. Dos mais
tradicionalistas do Brasil, os fãs do clube paulistano se revoltaram com a
inovação e sentiram falta das cores originais da equipe no novo uniforme. Até
mesmo o estatuto da instituição foi citado, por exemplo, em uma postagem feita
por um grupo de torcedores do Juventus no Facebook. As críticas foram
direcionadas à ‘Barcelonização’ do clube: “A nossa camisa é a única
coisa que temos para ter orgulho”.
03 agosto 2015
Fundação
Diego: “Foi o
que falaram: erregê de todo mundo. Titular e reserva.”
Paulinho: “Erregê?”
Diego: “É.”
Zeca: “Que que é
isso?”
Diego: “Não sei.”
Pedro: “Por que não perguntou?”
Carlão: “E o
nome? Vamos decidir?”
Beto: “Eu sugiro Debóis.”
Diego: “Fiquei com vergonha.”
Carlão: “Debóis?
Isso não é nome de time!”
Zeca: “Que que é Debóis?”
Paulinho: “Burro, devia ter perguntado! Vê aí no Google o
que que é erregê!”
Diego: “Como é
que escreve?”
Beto: “Claro que é! Debóis Esporte Clube.”
Fabinho: “Pessoal, podia ser Arco-Íris!”
Zeca: “O que é
arco-íris?”
Fabinho: “Aquela ponte colorida que aparece no céu, Zeca!”
Carlão: “Zeca, você não sabe nada de nada, não?”
Fabinho: “Não
fala assim com meu irmão! Ele tem só oito anos!”
Beto: “Eu também tenho oito e sei muito mais coisa!”
Diego: “E-erre-erre… É? O que é Debóis, então?”
Beto: “Não sei.
Vi num filme.”
Fabinho: “Viu? Nem sabe e quer dar o nome pro time!”
Zeca: “O Diego nem sabe escrever erregê!”
Carlão:
“Arco-íris não! Muito mulherzinha.”
Fabinho: “Mas é tão bonito!”
Pedro: “E o uniforme ia ter que ser cheio de cor!”
Paulinho: “Que
cor vai ser o uniforme?”
Carlão: “Branco e preto!”
Diego: “Vermelho e preto!”
Zeca: “Podia ser
todo branco!”
Paulinho: “Todo preto!”
Diego: “Meu irmão respondeu que erregê é identidade.”
Zeca: “Seu irmão
tá no Google?”
Diego: “Não, Zeca! Eu escrevi pra ele!”
Zeca: “Eu não tenho identidade!”
Beto: “Nem eu.”
Carlão: “Vamos usar branco com azul porque dá pra
aproveitar a camisa do colégio.”
Pedro: “Já sei: Erregê Esporte Clube!”
Paulinho: “Erregê?”
Carlão: “Gostei. Tá resolvido.”
Beto: “Por que você decide?”
Carlão: “Porque
sou o mais velho, já fiz treze.”
Zeca: “Então põe Identidade Esporte Clube, pra todo mundo
entender.”
Carlão: “Até que enfim, Zeca! Boa Ideia!”
Diego: “Quem vai
lá fazer a inscrição?”
Pedro: “Vocês viram o time do Ricardo do sexto ano? Só tem
grandalhão!”
Fabinho: “Precisa de foto?”
Beto: “Pode ser
Identidade Debóis Clube?”
(Texto de Luiz Guilherme Piva)
01 agosto 2015
26 julho 2015
Ilustrador Infantil
Meu amigo Tiburcio
(Texto
de Paulo Cezar Guimarães)
Quem conhece a figura, sabe: Tiburcio só existe um, o meu amigo. Branco como a página em que escrevo este texto, desengonçado, comprido, óculos fundo de garrafa, fala mansa e pausada, cumprimenta a gente com a mão mais leve que uma pena. Mas não é por falsidade, não, é timidez mesmo. Se você consegue penetrar na intimidade dele, passa a conhecer uma pessoa admirável. Astuto, esperto, inteligente, criativo e, sobretudo, engraçado. Tão engraçado que resolvi contar três historinhas contadas por ele.
Quem conhece a figura, sabe: Tiburcio só existe um, o meu amigo. Branco como a página em que escrevo este texto, desengonçado, comprido, óculos fundo de garrafa, fala mansa e pausada, cumprimenta a gente com a mão mais leve que uma pena. Mas não é por falsidade, não, é timidez mesmo. Se você consegue penetrar na intimidade dele, passa a conhecer uma pessoa admirável. Astuto, esperto, inteligente, criativo e, sobretudo, engraçado. Tão engraçado que resolvi contar três historinhas contadas por ele.
Certa
vez, seu pai, que deve ser tão
Tiburcio quanto ele, foi ao banco resolver um problema burocrático qualquer. Chegando ao caixa, percebeu
que a moça tossia muito. Amável e
prestativo, quis ajudá-la e disse-lhe que o melhor remédio para passar a tosse era levantar os dois braços e
respirar fundo. Ela aceitou o conselho.
Alguém de longe viu a cena e gritou: "É um assalto!".
Foi a
maior confusão – conta Tiburcio.
As
demais caixas se abaixaram, os outros funcionários esconderam-se atrás de armários e uma
das subgerentes desmaiou. Pulou
gente pra tudo que é lado. Até que o gerente, já debaixo de uma mesa, pensou: ‘Não pode ser. É o
seu José. Ele tem 70 anos. Não pode
estar assaltando’. Difícil foi esclarecer o caso à Polícia.
Mas Tiburcio também tem as suas. Certa vez, no
Rio, próximo à estação de trem da Leopoldina, meu amigo, que mora em Niterói,
estava num ônibus. De repente, passou um trem cruzando a Avenida Francisco
Bicalho e o ônibus teve que esperar.
- Sem ter o que fazer - diz ele - fiquei
contando os vagões do trem.
- Maior barato... 68 vagões. Contei tudinho, não
deixei passar um sequer.
Quando o trem acabou de passar, Tiburcio percebeu que o ônibus estava em silêncio total, as pessoas assustadas e o passageiro ao seu lado totalmente pálido.
Quando o trem acabou de passar, Tiburcio percebeu que o ônibus estava em silêncio total, as pessoas assustadas e o passageiro ao seu lado totalmente pálido.
- O que aconteceu com você? – perguntou meu amigo.
- Cara, você não percebeu? O ônibus foi assaltado – respondeu o passageiro.
- Cara, você não percebeu? O ônibus foi assaltado – respondeu o passageiro.
- Ih! Então esqueceram de mim! – encerrou o assunto Tiburcio.
A última história ele chama de clássica, para mim é lírica:
A última história ele chama de clássica, para mim é lírica:
- Estava cansado, com dinheiro no bolso e
resolvi pegar um "frescão" para retornar à minha casa. Sentou-se ao meu lado um homem
de terno, muito elegante e arrumado. No
meio do caminho, puxou conversa comigo,
com um jeito meio carente. Disse
ser advogado, famoso, mas uma pessoa triste. Seus clientes eram bandidos, traficantes, marginais,
corruptos. Abriu seu coração comigo e chegou a chorar. Contou que tinha medo de
ser assassinado por um de seus
próprios clientes. Durante toda a viagem, não me deixou falar um segundo.
Antes de sair, o advogado quis saber o que seu companheiro de viagem
fazia. E Tiburcio respondeu:
- Eu? Ilustro livros de crianças. Não ganho dinheiro, mas sou feliz!
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