17 setembro 2017
15 setembro 2017
13 setembro 2017
Insuportável
Dos maiores ícones da história do Rock nacional, Renato Russo proibiu o ingresso de Geddel Vieira Lima em seu grupo de ensino no Colégio Marista, de Brasília, muito
antes de compor canções que combatiam a corrupção, tocadas pelo Legião Urbana.
Pelo texto, o cantor considerava o “Suíno”, apelido do político
à época de aluno, “insuportável”.
A história está contada na página nº 93 de seu livro “Renato
Russo – o filho da Revolução”:
A turma do Marista tem
que preparar apresentação relacionada à música. De imediato Renato avisa:
– O tema do meu grupo
vai ser a história do rock.
Rigoroso na hora de
selecionar os colegas de grupo, ele convida Maria Inês Serra e mais dois ou
três felizardos que se mostraram dispostos a executar a tarefa como ele
planejaria.
Tinha gostado de
trabalhar com Inês em uma pesquisa sobre cantigas de roda – o esforço alheio
representava fator decisivo para a escolha. Deixa claro (a ponto de despertar
antipatia e criar fama de chato) que não carregaria ninguém nas costas. Apesar do pedido de colegas como Geddel Quadros Vieira Lima para entrar
no seu grupo pela garantia de notas altas na avaliação final.
Filho do político
baiano Afrísio Vieira Lima, o gordinho Geddel era um dos palhaços da turma.
Chegava no colégio
dirigindo um Opala verde, o que despertava a atenção das meninas e inveja dos
meninos – que davam o troco chamando-o de “Suíno”. Tinha sempre uma piada na
ponta da língua; as matérias, nem sempre.
– Eu vou ser político!
O jeitão expansivo
garantia popularidade entre os colegas, mas não unanimidade.
“Ele é
in-su-por-tá-vel!”, justifica Renato para Maria Inês, dividindo as sílabas de
forma enfática, ao sentenciar a proibição da entrada de Geddel em seu grupo.
11 setembro 2017
Raposa Copeira
Sete Finais e 4
Títulos da Copa do Brasil:
1993: Cruzeiro 2x1 Grêmio (0x0;2x1)
1996: Cruzeiro 3x2 Palmeiras (1x1;2x1)
1998: Cruzeiro 1x2 Palmeiras (1x0;0x2)
2000: Cruzeiro 2x1 São Paulo (0x0;2x1)
2003: Cruzeiro 4x2 Flamengo (1x1;3x1)
2014: Cruzeiro 0x3 Atlético/MG
(0x2;0x1)
2017: Cruzeiro 1x1 Flamengo (1x1;0x0)
#09 setembro 2017
Top-10 Mega
00: Dez Maiores Prêmios da
Mega Sena: 00
01: Concurso 1764 (25/11/2015)
00: R$ 205.329.753,89
00: 1
ganhador de Brasília-DF
02: Concurso 1220 (06/10/2010)
00: R$ 119.142.144.27
00: 1
ganhador de Fontoura Xavier-RS
03: Concurso 1575 (19/02/2014)
00: R$ 111.503.902,49
00: 1
ganhador de Santa Bárbara d’Oeste-SP
04: Concurso 1953 (29/07/2017)
00: R$ 107.956.102,12
00: 1
ganhador do Rio de Janeiro-RJ
05: Concurso 1924 (26/04/2017)
00: R$ 101.484.527,44
00: 1
ganhador de Jaciara-MT
06: Concurso 1772 (22/12/2015)
00: R$ 098.688.974,76
00: 1
ganhador de Campos Belos-GO
00: 1
ganhador de Santos-SP
07: Concurso 1810 (20/04/2016)
00: R$ 092.303.225,84
00: 1
ganhador de Cabrobó-PE
08: Concurso 1455 (31/12/2012)
00: R$ 081.594.699,72
00: 1
ganhador de Aparecida de Goiânia-GO
00: 1
ganhador de Franca-SP
00: 1
ganhador de São Paulo-SP
09: Concurso 1545 (06/11/2013)
00: R$ 080.499.108,16
00: 1
ganhador de Mauá-SP
10: Concurso 1965 (06/09/2017)
00: R$ 078.022.245,31
00: 1
ganhador de Jardim-MS
#07 setembro 2017
05 setembro 2017
Albatroz
“Os que têm estudo explicam a claridade e a treva, dão aulas
sobre os astros e o firmamento, mas nada compreendem do universo e da
existência, pois bem distinto de explicar é o compreender, e quase sempre os
dois caminham separados.”
(João Ubaldo Ribeiro, em “O albatroz azul”)
#
03 setembro 2017
01 setembro 2017
21 agosto 2017
19 agosto 2017
Mais Valioso
O Real Madrid, de Cristiano Ronaldo, é dono do elenco mais caro do futebol
mundial. A avaliação é do site europeu Transfermarkt, especialista no mercado de
jogadores de futebol.
O elenco do Real está avaliado em cerca de R$ 2,68
bilhões. Quem mais se aproxima desses valores é o rival Barcelona: aproximadamente R$ 2,61 bilhões.
No Top-100 do Transfermarkt, três clubes brasileiros aparecem no
fim da fila: Flamengo (R$ 279 milhões, 95°lugar); Atlético Mineiro (R$ 245
milhões, 97°) e Palmeiras (R$ 244 milhões, 98°).
A soma de Flamengo, Atlético Mineiro e Palmeiras (R$ 768
milhões) fica abaixo do valor pago pelo PSG (R$ 834 milhões) para tirar Neymar
do Barcelona.
#17 agosto 2017
Sentimento de Culpa
O único ruído possível de ouvir era o arrastar dos calçados da
multidão no cimento. Ele e mais milhares andavam cabisbaixos, com um passo
ritmado e lento, em um cenário que se assemelhava ao retorno de uma tropa que
tinha perdido uma batalha. Aqui, não havia feridos, apenas um grupo de
torcedores frutados, por mais um revés, que para muitos era o pior vexame da
história.
Em algumas oportunidades, alguém soltava um grito. E ele se
assustava, pois como ele tinha
certeza que era o principal culpado pelo resultado adverso,
pensava que o tinham descoberto. No seu desalento pensava que seria facilmente
identificado como o responsável por tudo dar errado, pois na multidão era dos
poucos que não vestia a camisa do seu time, nem uma vestimenta com a cor de sua
paixão. Também já sabia que todos que estavam saindo do estádio ao seu lado,
teriam que ouvir, por vários dias, piadas sem a mínima graça.
Pensava ser o pior
torcedor que um time pode ter, pois desde início do jogo já sentia
que o seu clube não conseguiria o resultado que precisava. Ficou os 90 minutos
pensando apenas em fracassos do time e traçando paralelos entre jogadores que
enterraram o time no passado com os atletas do elenco atual. Não era capaz de
recordar um grande momento de história do clube, mas não parava de elencar as
grandes derrotas que ele presenciou. Definitivamente, para ele, os piores momentos do
clube eram muito mais marcantes do que qualquer título ou grande vitória.
Também se culpava por não ter participado da festa da torcida na
entrada dos jogadores, por não ter gritado uma única vez o nome do clube
durante o jogo e por enxugar – disfarçar – as lágrimas que caíram após o apito
final. Não parava de pensar: como
alguém pode gostar tanto de um clube e nem consegue gritar o nome dele?
Deveria ter xingado o técnico, crucificar o goleiro, criticar o
atacante - que perdeu a melhor chance da partida -, xingar o árbitro, protestar
contra a diretoria, chamar o técnico de “burro” ou apenas conversar e abraçar o
vizinho de arquibancada, mas o sentimento de culpa que ele carregava não
deixava ele falar nada.
Continuava seguindo junto com a multidão, pensando que voltaria
no próximo jogo. Se sentiria ainda pior se não estivesse próximo do time em um
momento de baixa, mesmo sabendo que ninguém era mais culpado dos fracassos do
seu time do que ele. Ele
ama tanto o seu clube, que não se importa em só sofrer por ele.
(Texto de Humberto Luiz Peron)
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