07 outubro 2017

O Tempo

O tempo é como um rio. Você nunca poderá tocar na mesma água duas vezes, porque a água que já passou, nunca passará novamente.
Aproveite cada minuto de sua vida e lembre-se:
Nunca busque boas aparências, porque elas mudam com o tempo.
Não procure pessoas perfeitas, porque elas não existem.
Mas busque acima de tudo, um alguém que saiba o seu verdadeiro valor.
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05 outubro 2017

02 outubro 2017

Time do Peito

O pessoal queria matar o gandula. O time local, depois de várias derrotas, estava ganhando justamente o jogo que poderia manter sua chance de não ser eliminado.
Pendurados no alambrado, trinta do segundo tempo, um a zero, os torcedores gritavam pra segurar o jogo, pra cair, pra demorar no tiro de meta, pra chutar pra longe. Por duas vezes a bola caiu na torcida e não voltou enquanto dois cabos não foram lá pressionar.
E o gandula faz aquilo? Na primeira vez passou, na segunda o xingaram, mas na terceira queriam pular o alambrado e pegá-lo. Ele era um corisco: mal a bola saía, ele a pegava e entregava ao cobrador, tanto local quanto adversário. Tiveram que segurar um que ameaçou enfiar o pau da bandeira pelo arame para atingi-lo. O gordão que tocava o surdo quis lançar o instrumento lá do alto na cabeça do moleque. Se não fossem os dois cabos, nem sei.
Deu certo. O gandula parou de ir na bola e, de medo, acabou sumindo. A bola saía e os jogadores do outro time é que tinham que buscá-la.
Mas aí foi o médico. Com as quedas sucessivas dos jogadores pra ganhar tempo, ele começou a ser acionado. E não é que ele entrava correndo, jogava a aguinha, o spray, dava um tapinha no jogador e fazia tinindo pro juiz pra recomeçar?
Quase quarenta e o doutor já tinha entrado, nesse ritmo, umas cinco vezes. A fúria da torcida se voltou contra ele. Mas xingá-lo era um problema: cidade pequena, todos o conheciam e respeitavam, atendia nas comunidades carentes, às vezes não cobrava consulta, ajudava o time de graça – enfim, não dava.
O gordão do surdo mordia a baqueta, outros puxavam o cabelo, enroscavam a camisa, afundavam a cabeça nos joelhos e se desesperavam a cada corrida do médico pra dentro de campo.
Quarenta e três. O adversário no ataque. Pressão. Bola na trave, confusão na área, bate-rebate, escanteio. O goleiro finge a contusão e cai. Era hora de segurar de vez. Parar o jogo. Esfriar até acabar.
Mas eis que o doutor se levanta e começa a partir rápido pra atendê-lo. O do surdo não aguentou. Gritou: “Ai! Tô morrendo!”. Vermelho, a veia do pescoço saltada, os olhos saindo, a língua roxa, as mãos no peito. O surdo caiu-lhe das mãos e rolou os degraus e ele desabou babando.
O impacto do grito e da cena paralisou todo mundo. O silêncio chamou atenção. Abriu-se uma clareira onde o corpo dele jazia arfante.
O médico se virou, viu e ordenou: “Não mexam nele! Abram o portão!”.
Não tinha portão naquele ponto – rasgaram o alambrado e o enrolaram com força. O médico passou com a maleta, subiu os degraus e parou diante do corpo, que respirava com dificuldade, as mãos bambas, o olhar ermo. O médico fez massagem torácica, mediu o pulso fraco, jogou água no rosto, desabotoou a camisa, puxou as pálpebras, pôs o palito na língua – e ficou preocupado. Chamou os dois cabos e a maca, reuniu mais uns oito para aguentar o peso e iniciou, com cuidado, a remoção.
Atravessaram devagar, com muita dificuldade, a distância até o portão, todos abrindo espaço e acompanhando apreensivos.
Perto da saída o corpo sacudiu forte, estrebuchou e caiu da maca. Foi um desespero: sustos, gritos, correria. De novo o doutor o examinou detidamente, verificou se havia fratura e comandou a operação de erguê-lo até a maca e conduzi-o até a ambulância.
De dentro do pequeno estádio ouviram-se a sirene, a aceleração e os pneus arrancando.
Tudo levou meia hora ou mais. O goleiro seguia caído. Já escurecia. A torcida urrava pelo fim do jogo. E o juiz a atendeu, para ira dos adversários. Acabou. Vitória local, euforia na arquibancada, foguetes, invasão de campo, esperança renovada para as próximas partidas.
Na ambulância, médico e paciente na parte de trás, em silêncio. Até que o torcedor se levantou, sentou-se na maca, segurou as mãos do médico e disse: “Obrigado, doutor! Eu estou ótimo. Não tive nada, não. Agora, por favor, me escute: o senhor nunca mais, entendeu?, nunca mais, pelo amor de Deus, tente atrapalhar o nosso time!”.
(Texto de Luiz Guilherme Piva)

23 setembro 2017

Várzea FC

O time do bairro paulistano de Pirituba foi batizado meio por acaso: segundo o site ''O Mundo da Várzea'', o fundador Edivaldo Primo ainda estava em dúvida quando a mulher dele perguntou qual seria o nome da equipe, e ele respondeu: ''nada consta''. Pegou!
O futebol amador está cheio de nomes engraçados de times pelo Brasil. Veja abaixo alguns dos mais criativos.
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19 setembro 2017

17 setembro 2017

15 setembro 2017

13 setembro 2017

Insuportável

Dos maiores ícones da história do Rock nacional, Renato Russo proibiu o ingresso de Geddel Vieira Lima em seu grupo de ensino no Colégio Marista, de Brasília, muito antes de compor canções que combatiam a corrupção, tocadas pelo Legião Urbana.
Pelo texto, o cantor considerava o “Suíno”, apelido do político à época de aluno, “insuportável”.
A história está contada na página nº 93 de seu livro “Renato Russo – o filho da Revolução”:
A turma do Marista tem que preparar apresentação relacionada à música. De imediato Renato avisa:
– O tema do meu grupo vai ser a história do rock.
Rigoroso na hora de selecionar os colegas de grupo, ele convida Maria Inês Serra e mais dois ou três felizardos que se mostraram dispostos a executar a tarefa como ele planejaria.
Tinha gostado de trabalhar com Inês em uma pesquisa sobre cantigas de roda – o esforço alheio representava fator decisivo para a escolha. Deixa claro (a ponto de despertar antipatia e criar fama de chato) que não carregaria ninguém nas costas. Apesar do pedido de colegas como Geddel Quadros Vieira Lima para entrar no seu grupo pela garantia de notas altas na avaliação final.
Filho do político baiano Afrísio Vieira Lima, o gordinho Geddel era um dos palhaços da turma.
Chegava no colégio dirigindo um Opala verde, o que despertava a atenção das meninas e inveja dos meninos – que davam o troco chamando-o de “Suíno”. Tinha sempre uma piada na ponta da língua; as matérias, nem sempre.
– Eu vou ser político!
O jeitão expansivo garantia popularidade entre os colegas, mas não unanimidade.
“Ele é in-su-por-tá-vel!”, justifica Renato para Maria Inês, dividindo as sílabas de forma enfática, ao sentenciar a proibição da entrada de Geddel em seu grupo.

11 setembro 2017

Raposa Copeira

Sete Finais e 4 Títulos da Copa do Brasil:
1993: Cruzeiro 2x1 Grêmio (0x0;2x1)
1996: Cruzeiro 3x2 Palmeiras (1x1;2x1)
1998: Cruzeiro 1x2 Palmeiras (1x0;0x2)
2000: Cruzeiro 2x1 São Paulo (0x0;2x1)
2003: Cruzeiro 4x2 Flamengo (1x1;3x1)
2014: Cruzeiro 0x3 Atlético/MG (0x2;0x1)
2017: Cruzeiro 1x1 Flamengo (1x1;0x0)
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09 setembro 2017

Top-10 Mega

00: Dez Maiores Prêmios da Mega Sena: 00
01: Concurso 1764 (25/11/2015)
00: R$ 205.329.753,89
00: 1 ganhador de Brasília-DF
02: Concurso 1220 (06/10/2010)
00: R$ 119.142.144.27
00: 1 ganhador de Fontoura Xavier-RS
03: Concurso 1575 (19/02/2014)
00: R$ 111.503.902,49
00: 1 ganhador de Santa Bárbara d’Oeste-SP
04: Concurso 1953 (29/07/2017)
00: R$ 107.956.102,12
00: 1 ganhador do Rio de Janeiro-RJ
05: Concurso 1924 (26/04/2017)
00: R$ 101.484.527,44
00: 1 ganhador de Jaciara-MT
06: Concurso 1772 (22/12/2015)
00: R$ 098.688.974,76
00: 1 ganhador de Campos Belos-GO
00: 1 ganhador de Santos-SP
07: Concurso 1810 (20/04/2016)
00: R$ 092.303.225,84
00: 1 ganhador de Cabrobó-PE
08: Concurso 1455 (31/12/2012)
00: R$ 081.594.699,72
00: 1 ganhador de Aparecida de Goiânia-GO
00: 1 ganhador de Franca-SP
00: 1 ganhador de São Paulo-SP
09: Concurso 1545 (06/11/2013)
00: R$ 080.499.108,16
00: 1 ganhador de Mauá-SP
10: Concurso 1965 (06/09/2017)
00: R$ 078.022.245,31
00: 1 ganhador de Jardim-MS
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07 setembro 2017

05 setembro 2017

Albatroz

“Os que têm estudo explicam a claridade e a treva, dão aulas sobre os astros e o firmamento, mas nada compreendem do universo e da existência, pois bem distinto de explicar é o compreender, e quase sempre os dois caminham separados.”
(João Ubaldo Ribeiro, em “O albatroz azul”)
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