15 outubro 2017
13 outubro 2017
Assinatura
Benigno Mattos, tabelião e vereador por cinco mandatos em
Olindina, na Bahia, lá um dia recebe no cartório João Claro da Cruz, o João de
Clara, semianalfabeto, morador da zona rural, querendo reconhecer a firma da
própria assinatura, uns garranchos daqueles que saíram da caneta a duras penas.
Olhou,
comentou com desdém:
–
Isso é lá assinatura! Parece que uma barata fez cocô e a merda se espalhou pelo
papel!
João
reagiu:
–
Quando você me pediu voto para vereador, a assinatura era essa e valeu.
–
Mas você não votou.
E
João, cheio de moral:
–
Ah! E é por isso que minha assinatura virou cocô de barata e você não reconhece
a firma, não é?
11 outubro 2017
Bastidores da Justiça
Apaixonado pela nova juíza da comarca, o
advogado dirigiu-lhe a seguinte petição inicial:
Eu, bacharel em direito
conforme a lei em vigor,
venho com todo o respeito
requerer o seu amor.
Meu coração tem urgência
e, não podendo esperar,
peço que Vossa Excelência
me conceda a liminar.
Caso eu a tenha ofendido
com a inépcia do pedido,
rogo pelo amor de Deus:
Se me faltou algum tato,
prenda-me por desacato,
mas prenda nos braços seus.
Prontamente, a magistrada despachou:
Em toda a minha carreira
como juíza de direito,
nunca vi tanta besteira
nem tamanho desrespeito.
Minha conduta moral
é lei que não se revoga
nem com sustentação oral
debaixo da minha toga.
Por isso, ilustre advogado,
seu pedido tresloucado
indefiro nesta liça.
Depois, com a noite em curso,
eu aguardo o seu recurso
em segredo de justiça.
conforme a lei em vigor,
venho com todo o respeito
requerer o seu amor.
Meu coração tem urgência
e, não podendo esperar,
peço que Vossa Excelência
me conceda a liminar.
Caso eu a tenha ofendido
com a inépcia do pedido,
rogo pelo amor de Deus:
Se me faltou algum tato,
prenda-me por desacato,
mas prenda nos braços seus.
Prontamente, a magistrada despachou:
Em toda a minha carreira
como juíza de direito,
nunca vi tanta besteira
nem tamanho desrespeito.
Minha conduta moral
é lei que não se revoga
nem com sustentação oral
debaixo da minha toga.
Por isso, ilustre advogado,
seu pedido tresloucado
indefiro nesta liça.
Depois, com a noite em curso,
eu aguardo o seu recurso
em segredo de justiça.
#
09 outubro 2017
Vida Breve
Por que os cães vivem menos que as pessoas?
Aqui está a resposta, por uma
criança de 6 anos:
Sendo um veterinário, fui chamado para examinar um cão de 13
anos de idade chamado Batuta.
A família esperava por um milagre.
Examinei Batuta e descobri que ele estava morrendo de câncer e
que eu não poderia fazer nada...
Batuta foi cercado pela família. O menino, Pedro, parecia tão
calmo, acariciando o cão pela última vez, e eu me perguntava se ele entendia o
que estava acontecendo. Em poucos minutos, Batuta caiu pacificamente dormindo
para nunca mais acordar.
O garotinho parecia aceitar sem dificuldade. Ouvi a mãe se
perguntando por que a vida dos cães é mais curta do que a dos seres humanos...
Pedro disse:
- Eu sei por quê!
A explicação do menino mudou minha maneira de ver a vida.
Ele disse:
- A gente vem ao mundo para aprender a viver uma boa vida, como
amar aos outros o tempo todo e ser boa pessoa, né?! Como os cães já nascem
sabendo fazer tudo isso, eles não têm que viver por tanto tempo como nós.
Moral da história:
Se um cão fosse seu professor, você aprenderia coisas como:
* Quando teus entes queridos chegarem em casa, sempre corra para
cumprimentá-los.
* Nunca deixe passar uma oportunidade de ir passear.
* Permita que a experiência do ar fresco e do vento, na sua
cara, seja de puro êxtase.
* Tire cochilos.
* Alongue-se antes de se levantar.
* Corra, salte e brinque diariamente.
* Melhore a sua atenção e deixe as pessoas te tocarem.
* Evite "morder" quando apenas um "rosnado"
seria suficiente.
* Em um clima muito quente, beba muita água e deite-se na sombra
de uma árvore frondosa.
* Quando você estiver feliz, dance movendo todo o seu corpo.
* Delicie-se com a simples alegria de uma longa caminhada.
* Seja fiel.
* Nunca pretenda ser algo que não é.
* Se o que você quer, está "enterrado"... cave até
encontrar.
E nunca se esqueça:
Quando alguém tiver num mal dia, fique em silêncio, sente-se
próximo e suavemente faça-o sentir que você está ali.
EIS O SEGREDO DA FELICIDADE QUE OS CÃES TODOS OS DIAS NOS
ENSINAM.
07 outubro 2017
O Tempo
O tempo é como um rio. Você nunca poderá tocar na mesma água
duas vezes, porque a água que já passou, nunca passará novamente.
Aproveite cada minuto de sua vida e lembre-se:
Nunca busque boas aparências, porque elas mudam com o tempo.
Não procure pessoas perfeitas, porque elas não existem.
Mas busque acima de tudo, um alguém que saiba o seu verdadeiro
valor.
#05 outubro 2017
02 outubro 2017
Time do Peito
O pessoal queria matar o gandula. O
time local, depois de várias derrotas, estava ganhando justamente o jogo que
poderia manter sua chance de não ser eliminado.
Pendurados no alambrado, trinta do
segundo tempo, um a zero, os torcedores gritavam pra segurar o jogo, pra cair,
pra demorar no tiro de meta, pra chutar pra longe. Por duas vezes a bola caiu
na torcida e não voltou enquanto dois cabos não foram lá pressionar.
E o gandula faz aquilo? Na primeira
vez passou, na segunda o xingaram, mas na terceira queriam pular o alambrado e
pegá-lo. Ele era um corisco: mal a bola saía, ele a pegava e entregava ao
cobrador, tanto local quanto adversário. Tiveram que segurar um que ameaçou
enfiar o pau da bandeira pelo arame para atingi-lo. O gordão que tocava o surdo
quis lançar o instrumento lá do alto na cabeça do moleque. Se não fossem os
dois cabos, nem sei.
Deu certo. O gandula parou de ir na
bola e, de medo, acabou sumindo. A bola saía e os jogadores do outro time é que
tinham que buscá-la.
Mas aí foi o médico. Com as quedas
sucessivas dos jogadores pra ganhar tempo, ele começou a ser acionado. E não é
que ele entrava correndo, jogava a aguinha, o spray, dava um tapinha no jogador
e fazia tinindo pro juiz pra recomeçar?
Quase quarenta e o doutor já tinha
entrado, nesse ritmo, umas cinco vezes. A fúria da torcida se voltou contra
ele. Mas xingá-lo era um problema: cidade pequena, todos o conheciam e
respeitavam, atendia nas comunidades carentes, às vezes não cobrava consulta, ajudava
o time de graça – enfim, não dava.
O gordão do surdo mordia a baqueta,
outros puxavam o cabelo, enroscavam a camisa, afundavam a cabeça nos joelhos e
se desesperavam a cada corrida do médico pra dentro de campo.
Quarenta e três. O adversário no ataque.
Pressão. Bola na trave, confusão na área, bate-rebate, escanteio. O goleiro
finge a contusão e cai. Era hora de segurar de vez. Parar o jogo. Esfriar até
acabar.
Mas eis que o doutor se levanta e
começa a partir rápido pra atendê-lo. O do surdo não aguentou. Gritou: “Ai! Tô
morrendo!”. Vermelho, a veia do pescoço saltada, os olhos saindo, a língua
roxa, as mãos no peito. O surdo caiu-lhe das mãos e rolou os degraus e ele
desabou babando.
O impacto do grito e da cena
paralisou todo mundo. O silêncio chamou atenção. Abriu-se uma clareira onde o
corpo dele jazia arfante.
O médico se virou, viu e ordenou:
“Não mexam nele! Abram o portão!”.
Não tinha portão naquele ponto –
rasgaram o alambrado e o enrolaram com força. O médico passou com a maleta,
subiu os degraus e parou diante do corpo, que respirava com dificuldade, as
mãos bambas, o olhar ermo. O médico fez massagem torácica, mediu o pulso fraco,
jogou água no rosto, desabotoou a camisa, puxou as pálpebras, pôs o palito na
língua – e ficou preocupado. Chamou os dois cabos e a maca, reuniu mais uns
oito para aguentar o peso e iniciou, com cuidado, a remoção.
Atravessaram devagar, com muita
dificuldade, a distância até o portão, todos abrindo espaço e acompanhando
apreensivos.
Perto da saída o corpo sacudiu forte,
estrebuchou e caiu da maca. Foi um desespero: sustos, gritos, correria. De novo
o doutor o examinou detidamente, verificou se havia fratura e comandou a
operação de erguê-lo até a maca e conduzi-o até a ambulância.
De dentro do pequeno estádio ouviram-se
a sirene, a aceleração e os pneus arrancando.
Tudo levou meia hora ou mais. O
goleiro seguia caído. Já escurecia. A torcida urrava pelo fim do jogo. E o juiz
a atendeu, para ira dos adversários. Acabou. Vitória local, euforia na
arquibancada, foguetes, invasão de campo, esperança renovada para as próximas
partidas.
Na ambulância, médico e paciente na
parte de trás, em silêncio. Até que o torcedor se levantou, sentou-se na maca,
segurou as mãos do médico e disse: “Obrigado, doutor! Eu estou ótimo. Não tive
nada, não. Agora, por favor, me escute: o senhor nunca mais, entendeu?, nunca
mais, pelo amor de Deus, tente atrapalhar o nosso time!”.
(Texto
de Luiz Guilherme Piva)
23 setembro 2017
Várzea FC
O time do bairro paulistano de Pirituba foi batizado meio por acaso: segundo o site ''O Mundo da Várzea'', o fundador Edivaldo Primo ainda estava em dúvida quando a mulher dele perguntou qual seria o nome da equipe, e ele respondeu: ''nada consta''. Pegou!
O futebol amador está cheio de nomes engraçados de times pelo Brasil. Veja abaixo alguns dos mais criativos.
#
19 setembro 2017
17 setembro 2017
15 setembro 2017
13 setembro 2017
Insuportável
Dos maiores ícones da história do Rock nacional, Renato Russo proibiu o ingresso de Geddel Vieira Lima em seu grupo de ensino no Colégio Marista, de Brasília, muito
antes de compor canções que combatiam a corrupção, tocadas pelo Legião Urbana.
Pelo texto, o cantor considerava o “Suíno”, apelido do político
à época de aluno, “insuportável”.
A história está contada na página nº 93 de seu livro “Renato
Russo – o filho da Revolução”:
A turma do Marista tem
que preparar apresentação relacionada à música. De imediato Renato avisa:
– O tema do meu grupo
vai ser a história do rock.
Rigoroso na hora de
selecionar os colegas de grupo, ele convida Maria Inês Serra e mais dois ou
três felizardos que se mostraram dispostos a executar a tarefa como ele
planejaria.
Tinha gostado de
trabalhar com Inês em uma pesquisa sobre cantigas de roda – o esforço alheio
representava fator decisivo para a escolha. Deixa claro (a ponto de despertar
antipatia e criar fama de chato) que não carregaria ninguém nas costas. Apesar do pedido de colegas como Geddel Quadros Vieira Lima para entrar
no seu grupo pela garantia de notas altas na avaliação final.
Filho do político
baiano Afrísio Vieira Lima, o gordinho Geddel era um dos palhaços da turma.
Chegava no colégio
dirigindo um Opala verde, o que despertava a atenção das meninas e inveja dos
meninos – que davam o troco chamando-o de “Suíno”. Tinha sempre uma piada na
ponta da língua; as matérias, nem sempre.
– Eu vou ser político!
O jeitão expansivo
garantia popularidade entre os colegas, mas não unanimidade.
“Ele é
in-su-por-tá-vel!”, justifica Renato para Maria Inês, dividindo as sílabas de
forma enfática, ao sentenciar a proibição da entrada de Geddel em seu grupo.
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