19 outubro 2017
17 outubro 2017
Ecos do Eco
“As Redes Sociais deram voz aos imbecis. Há de tudo por lá. Ainda
é um mundo selvagem e perigoso. Tudo surge lá sem hierarquia. A imensa
quantidade de coisas que circula é pior que a falta de informação. O excesso de
informação provoca a amnésia. Informação demais faz mal. Quando não lembramos o
que aprendemos, ficamos parecidos com animais. Conhecer é cortar, é selecionar.”
(Umberto Eco [1932-2016], escritor, sociólogo, filósofo, linguística e bibliófilo
italiano, especialista mundial em semiótica)
#15 outubro 2017
13 outubro 2017
Assinatura
Benigno Mattos, tabelião e vereador por cinco mandatos em
Olindina, na Bahia, lá um dia recebe no cartório João Claro da Cruz, o João de
Clara, semianalfabeto, morador da zona rural, querendo reconhecer a firma da
própria assinatura, uns garranchos daqueles que saíram da caneta a duras penas.
Olhou,
comentou com desdém:
–
Isso é lá assinatura! Parece que uma barata fez cocô e a merda se espalhou pelo
papel!
João
reagiu:
–
Quando você me pediu voto para vereador, a assinatura era essa e valeu.
–
Mas você não votou.
E
João, cheio de moral:
–
Ah! E é por isso que minha assinatura virou cocô de barata e você não reconhece
a firma, não é?
11 outubro 2017
Bastidores da Justiça
Apaixonado pela nova juíza da comarca, o
advogado dirigiu-lhe a seguinte petição inicial:
Eu, bacharel em direito
conforme a lei em vigor,
venho com todo o respeito
requerer o seu amor.
Meu coração tem urgência
e, não podendo esperar,
peço que Vossa Excelência
me conceda a liminar.
Caso eu a tenha ofendido
com a inépcia do pedido,
rogo pelo amor de Deus:
Se me faltou algum tato,
prenda-me por desacato,
mas prenda nos braços seus.
Prontamente, a magistrada despachou:
Em toda a minha carreira
como juíza de direito,
nunca vi tanta besteira
nem tamanho desrespeito.
Minha conduta moral
é lei que não se revoga
nem com sustentação oral
debaixo da minha toga.
Por isso, ilustre advogado,
seu pedido tresloucado
indefiro nesta liça.
Depois, com a noite em curso,
eu aguardo o seu recurso
em segredo de justiça.
conforme a lei em vigor,
venho com todo o respeito
requerer o seu amor.
Meu coração tem urgência
e, não podendo esperar,
peço que Vossa Excelência
me conceda a liminar.
Caso eu a tenha ofendido
com a inépcia do pedido,
rogo pelo amor de Deus:
Se me faltou algum tato,
prenda-me por desacato,
mas prenda nos braços seus.
Prontamente, a magistrada despachou:
Em toda a minha carreira
como juíza de direito,
nunca vi tanta besteira
nem tamanho desrespeito.
Minha conduta moral
é lei que não se revoga
nem com sustentação oral
debaixo da minha toga.
Por isso, ilustre advogado,
seu pedido tresloucado
indefiro nesta liça.
Depois, com a noite em curso,
eu aguardo o seu recurso
em segredo de justiça.
#
09 outubro 2017
Vida Breve
Por que os cães vivem menos que as pessoas?
Aqui está a resposta, por uma
criança de 6 anos:
Sendo um veterinário, fui chamado para examinar um cão de 13
anos de idade chamado Batuta.
A família esperava por um milagre.
Examinei Batuta e descobri que ele estava morrendo de câncer e
que eu não poderia fazer nada...
Batuta foi cercado pela família. O menino, Pedro, parecia tão
calmo, acariciando o cão pela última vez, e eu me perguntava se ele entendia o
que estava acontecendo. Em poucos minutos, Batuta caiu pacificamente dormindo
para nunca mais acordar.
O garotinho parecia aceitar sem dificuldade. Ouvi a mãe se
perguntando por que a vida dos cães é mais curta do que a dos seres humanos...
Pedro disse:
- Eu sei por quê!
A explicação do menino mudou minha maneira de ver a vida.
Ele disse:
- A gente vem ao mundo para aprender a viver uma boa vida, como
amar aos outros o tempo todo e ser boa pessoa, né?! Como os cães já nascem
sabendo fazer tudo isso, eles não têm que viver por tanto tempo como nós.
Moral da história:
Se um cão fosse seu professor, você aprenderia coisas como:
* Quando teus entes queridos chegarem em casa, sempre corra para
cumprimentá-los.
* Nunca deixe passar uma oportunidade de ir passear.
* Permita que a experiência do ar fresco e do vento, na sua
cara, seja de puro êxtase.
* Tire cochilos.
* Alongue-se antes de se levantar.
* Corra, salte e brinque diariamente.
* Melhore a sua atenção e deixe as pessoas te tocarem.
* Evite "morder" quando apenas um "rosnado"
seria suficiente.
* Em um clima muito quente, beba muita água e deite-se na sombra
de uma árvore frondosa.
* Quando você estiver feliz, dance movendo todo o seu corpo.
* Delicie-se com a simples alegria de uma longa caminhada.
* Seja fiel.
* Nunca pretenda ser algo que não é.
* Se o que você quer, está "enterrado"... cave até
encontrar.
E nunca se esqueça:
Quando alguém tiver num mal dia, fique em silêncio, sente-se
próximo e suavemente faça-o sentir que você está ali.
EIS O SEGREDO DA FELICIDADE QUE OS CÃES TODOS OS DIAS NOS
ENSINAM.
07 outubro 2017
O Tempo
O tempo é como um rio. Você nunca poderá tocar na mesma água
duas vezes, porque a água que já passou, nunca passará novamente.
Aproveite cada minuto de sua vida e lembre-se:
Nunca busque boas aparências, porque elas mudam com o tempo.
Não procure pessoas perfeitas, porque elas não existem.
Mas busque acima de tudo, um alguém que saiba o seu verdadeiro
valor.
#05 outubro 2017
02 outubro 2017
Time do Peito
O pessoal queria matar o gandula. O
time local, depois de várias derrotas, estava ganhando justamente o jogo que
poderia manter sua chance de não ser eliminado.
Pendurados no alambrado, trinta do
segundo tempo, um a zero, os torcedores gritavam pra segurar o jogo, pra cair,
pra demorar no tiro de meta, pra chutar pra longe. Por duas vezes a bola caiu
na torcida e não voltou enquanto dois cabos não foram lá pressionar.
E o gandula faz aquilo? Na primeira
vez passou, na segunda o xingaram, mas na terceira queriam pular o alambrado e
pegá-lo. Ele era um corisco: mal a bola saía, ele a pegava e entregava ao
cobrador, tanto local quanto adversário. Tiveram que segurar um que ameaçou
enfiar o pau da bandeira pelo arame para atingi-lo. O gordão que tocava o surdo
quis lançar o instrumento lá do alto na cabeça do moleque. Se não fossem os
dois cabos, nem sei.
Deu certo. O gandula parou de ir na
bola e, de medo, acabou sumindo. A bola saía e os jogadores do outro time é que
tinham que buscá-la.
Mas aí foi o médico. Com as quedas
sucessivas dos jogadores pra ganhar tempo, ele começou a ser acionado. E não é
que ele entrava correndo, jogava a aguinha, o spray, dava um tapinha no jogador
e fazia tinindo pro juiz pra recomeçar?
Quase quarenta e o doutor já tinha
entrado, nesse ritmo, umas cinco vezes. A fúria da torcida se voltou contra
ele. Mas xingá-lo era um problema: cidade pequena, todos o conheciam e
respeitavam, atendia nas comunidades carentes, às vezes não cobrava consulta, ajudava
o time de graça – enfim, não dava.
O gordão do surdo mordia a baqueta,
outros puxavam o cabelo, enroscavam a camisa, afundavam a cabeça nos joelhos e
se desesperavam a cada corrida do médico pra dentro de campo.
Quarenta e três. O adversário no ataque.
Pressão. Bola na trave, confusão na área, bate-rebate, escanteio. O goleiro
finge a contusão e cai. Era hora de segurar de vez. Parar o jogo. Esfriar até
acabar.
Mas eis que o doutor se levanta e
começa a partir rápido pra atendê-lo. O do surdo não aguentou. Gritou: “Ai! Tô
morrendo!”. Vermelho, a veia do pescoço saltada, os olhos saindo, a língua
roxa, as mãos no peito. O surdo caiu-lhe das mãos e rolou os degraus e ele
desabou babando.
O impacto do grito e da cena
paralisou todo mundo. O silêncio chamou atenção. Abriu-se uma clareira onde o
corpo dele jazia arfante.
O médico se virou, viu e ordenou:
“Não mexam nele! Abram o portão!”.
Não tinha portão naquele ponto –
rasgaram o alambrado e o enrolaram com força. O médico passou com a maleta,
subiu os degraus e parou diante do corpo, que respirava com dificuldade, as
mãos bambas, o olhar ermo. O médico fez massagem torácica, mediu o pulso fraco,
jogou água no rosto, desabotoou a camisa, puxou as pálpebras, pôs o palito na
língua – e ficou preocupado. Chamou os dois cabos e a maca, reuniu mais uns
oito para aguentar o peso e iniciou, com cuidado, a remoção.
Atravessaram devagar, com muita
dificuldade, a distância até o portão, todos abrindo espaço e acompanhando
apreensivos.
Perto da saída o corpo sacudiu forte,
estrebuchou e caiu da maca. Foi um desespero: sustos, gritos, correria. De novo
o doutor o examinou detidamente, verificou se havia fratura e comandou a
operação de erguê-lo até a maca e conduzi-o até a ambulância.
De dentro do pequeno estádio ouviram-se
a sirene, a aceleração e os pneus arrancando.
Tudo levou meia hora ou mais. O
goleiro seguia caído. Já escurecia. A torcida urrava pelo fim do jogo. E o juiz
a atendeu, para ira dos adversários. Acabou. Vitória local, euforia na
arquibancada, foguetes, invasão de campo, esperança renovada para as próximas
partidas.
Na ambulância, médico e paciente na
parte de trás, em silêncio. Até que o torcedor se levantou, sentou-se na maca,
segurou as mãos do médico e disse: “Obrigado, doutor! Eu estou ótimo. Não tive
nada, não. Agora, por favor, me escute: o senhor nunca mais, entendeu?, nunca
mais, pelo amor de Deus, tente atrapalhar o nosso time!”.
(Texto
de Luiz Guilherme Piva)
23 setembro 2017
Várzea FC
O time do bairro paulistano de Pirituba foi batizado meio por acaso: segundo o site ''O Mundo da Várzea'', o fundador Edivaldo Primo ainda estava em dúvida quando a mulher dele perguntou qual seria o nome da equipe, e ele respondeu: ''nada consta''. Pegou!
O futebol amador está cheio de nomes engraçados de times pelo Brasil. Veja abaixo alguns dos mais criativos.
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19 setembro 2017
17 setembro 2017
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