03 janeiro 2018
01 janeiro 2018
Ano Novo
Este ano teve de novo. Faz muito tempo que é assim.
Dia 31, às onze e dez da noite, eles
começam a pelada.
No escuro.
Só com a luz da lua e os faróis da
caminhonete, num terrão ermo, longe do vilarejo, alcançado por um atalho bêbado
que sai da estradinha de terra e termina ali, ao lado do bambuzal e do brejo,
atrás do monturo, dentro do seu cheiro.
Põem umas camisas no chão demarcando os gols, aplainam com os pés um pouco
dos montes, separam os times e jogam sem que ninguém fale nada.
Esse é o trato.
Todos mudos.
Não se pode gritar, reclamar,
comentar, pronunciar nem balbuciar absolutamente nada. Desde que sobem na
carroceria para vir jogar é proibido abrir a boca.
Na estradinha, olham-se calados, às vezes pousam as pupilas nas estrelas
ou cerram as pálpebras e aspiram as nuvens, o motor crocita no breu quente, o
diesel roça os cabelos, cercas, árvores despenteadas, campos cheios de
fantasmas, cercas, até que tudo vá sumindo, o freio relinche e a bola seja
atirada pelo motorista para o meio do campo.
E jogam.
Ninguém dá um pio. Só o barulho dos passos, dos encontrões, dos chutes, do
chocalho das derrapadas, das respirações, das cusparadas no chão. A depender do
momento, quando param à espera de alguém buscar a bola, até o suor derretendo
nas faces e garoando na terra se ouve.
Às cinco para a meia-noite param para
o intervalo.
Aproximam-se do meio de campo, dão-se as mãos e aguardam a meia-noite.
A bola fica no centro da roda. Como
uma vela que consome o tempo.
O pavio do silêncio arde, crepita.
Então, no horizonte, na divisa do
céu, rojões sussurram, faíscas chuviscam e eles, juntos, pegam a bola e a
erguem como um andor.
Ali se mantêm: olhos fechados, bocas fechadas, cinco minutos de nada, de
ausência, de morte.
Meia-noite e dez relançam a bola ao
chão e recomeçam.
Tudo igual. A mesma sonoplastia, a mesma mímica, o mesmo absoluto escuro e
sem voz.
Cinco para a uma, fim de jogo.
Caminhonete, atalho, cercas, estrada, cercas, vilarejo, cada um na sua
casa, cada um na sua vida, cada um no seu jogo, no seu barulho, na sua
claridade.
O motorista segue sozinho, pára perto
do rio, desce, joga a bola como uma oferenda e volta para sua casa.
É Ano-Novo.
(Texto
de Luiz Guilherme Piva)
23 dezembro 2017
20 dezembro 2017
Novo Triunfo
Ficou na Bahia, mais
especificamente no Nordeste do estado, o título de cidade mais pobre do Brasil.
A ‘conquista’ é de um município que, ironicamente, se chama Novo Triunfo. De acordo com a pesquisa
Produto Interno Bruto dos Municípios 2015, divulgada nesta quinta-feira (14/12)
pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a cidade do
semiárido baiano, de 15 mil moradores, gerou apenas R$ 3.369,79 de riqueza por habitante. Para
efeito de comparação, o PIB per capita brasileiro (ou seja, a média nacional)
naquele ano foi de R$ 29,3 mil. O primeiro colocado é o município
de Presidente Kennedy, no Espírito Santo, que registrou, em 2015, R$ 513,1 mil
de riqueza por morador. Em segundo lugar, aparece Paulínia, em São Paulo, com
R$ 276,9 mil.
18 dezembro 2017
Aula de Futebol
O ex-árbitro
argentino Juan Carlos Loustau contou uma história fantástica à agencia EFE.
Escalado para apitar a final entre o São Paulo FC e o Barcelona, pelo título
mundial de 1992, ele se encontrou com os técnicos Telê Santana e Johan Cruyff
na véspera da partida e foi convidado para um bate-papo no saguão do hotel.
Ficou encantado com o que ouviu: “Eles falavam de futebol como se fosse algo sagrado. Diziam
que interromper uma partida com simulações de lesão, esconder a bola ou fazer
uma substituição para ganhar segundos não era válido. Estavam convencidos que
perder jogando bem não era fracassar e que numa partida leal, com respeito aos
princípios, não há vencedores nem vencidos.”
Loustau revelou
ainda que os dois treinadores fizeram um pacto pelo bom futebol: “Telê e Cruyff queriam ganhar, mas não de
qualquer forma. Priorizavam o espetáculo. Santana me perguntou se eu queria
participar do pacto, e eu coloquei minha mão no topo.” O Tricolor ganhou a partida por 2 a 1
e levantou o caneco. Telê Santana e Johan Cruyff ficaram marcados por defender
o futebol ofensivo e bem jogado.
16 dezembro 2017
14 dezembro 2017
11 dezembro 2017
09 dezembro 2017
Vida Breve
Na vida, somos todos
turistas e Deus é o agente de viagem que já determinou todas as nossas rotas,
reservas e destinos. Então, confie Nele e aproveite essa “viagem” chamada vida!
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07 dezembro 2017
Timemania
Maiores Prêmios
de 7 Acertos na Timemania:
1115: R$ 32.484.301,48 (Caruaru-PE;Dez/2017)
1045: R$ 31.896.094,30 (Goiânia-GO;Jun/2017)
0352: R$ 26.583.679,64 (São Paulo-SP;Set/2012)
0801: R$ 24.609.072,86 (Júlio Mesquita-SP;Nov/2015)
0628: R$ 22.077.129,12 (São Gonçalo dos
Campos-BA;Set/2014)
0985: R$ 17.300.135,58 (Boqueirão do
Leão-RS;Jan/2017)
0552: R$ 16.666.082,79 (São Paulo-SP;Mar/2014)
0585: R$ 13.909.339,59 (Curitiba-PR;Jun/2014)
0896: R$ 13.115.002,46 (Fortaleza-CE;Jun/2016)
0669: R$ 12.206.341,77 (Santos-SP;Dez/2014)
0141: R$ 11.414.871,45 (Americana-SP;Set/2010)
0241: R$ 10.639.291,60 (Morada Nova-CE;Ago/2011)
0069: R$ 09.952.081,77 (Brumado-BA;Jun/2009)
0928: R$ 09.839.769,85 (Montes Claros-MG;Set/2016)
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04 dezembro 2017
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