25 outubro 2018

Favorável

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Ganhadores da QUINA na Bahia, desde 2015:
Concurso 3711 (09/02/2015):
R$ 14.446.927,13 (Salvador)
Concurso 3777 (02/05/2015):
R$ 02.902.069,24 (Mata de São João)
Concurso 3780 (06/05/2015):
R$ 00.705.577,11 (Ipiaú)
R$ 00.705.577,11 (Poções)
Concurso 4096 (30/05/2016):
R$ 02.946.970,75 (Salvador)
Concurso 4141 (26/07/2016):
R$ 14.888.620,38 (Casa Nova)
Concurso 4257 (13/12/2016):
R$ 08.897.939,91 (Salvador)
Concurso 4385 (17/05/2017):
R$ 07.281.351,12 (Livramento de Nossa Senhora)
Concurso 4399 (02/06/2017):
R$ 01.371.482,72 (Guanambi)
Concurso 4562 (21/12/2017):
R$ 02.087.097,14 (Salvador)
Concurso 4563 (22/12/2017):
R$ 00.644.388,34 (Salvador)
Concurso 4667 (30/04/2018):
R$ 05.792.240,84 (Salvador)
Concurso 4804 (18/10/2018):
R$ 02.906.378,62 (Ribeira do Pombal)
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21 outubro 2018

Futebol na Lama

Nada era tão desafiador como o futebol na lama. A bola pesada. A bola parando de repente na poça diabólica. A bola ganhando velocidade líquida e rarefeita.
Nada também era tão maravilhoso quanto a chuva torrencial na corrida, o vento desconstruindo a tática, o atacante rápido derrapando no terreno ártico.
Nada trazia tanto conflito ético como a proibição materna para não sair na chuva pra jogar bola. Resfriado, raios, sapos, cobras e vidro quebrado eram usados pela genitora para nos assustar. Mal ela dava as costas, tchau!
Estávamos no meio do temporal driblando os dez mandamentos. Nesse tempo de politicamente correto, aulas de futsal, futebol society e drenagens hightech, poucas crianças e adolescentes sabem ficar de pé num mar de lama.
Perdemos todo o know how.
Viramos uns almofadinhas da bola.
Pena!
Todo apaixonado pela bola deveria, ao menos uma vez na vida, escorregar com a bola dominada numa poça cheia de água, terra e mangue.
Pelo bem da sua sanidade mental…
Algo que nem Freud explica!
(Texto de Roberto Vieira)

19 outubro 2018

Pepe Mujica

O agricultor e político uruguaio José Alberto Mujica Cordano, conhecido popularmente como Pepe Mujica, foi presidente do Uruguai entre 2010 e 2015. Desde que deixou a presidência, em março de 2015, ocupa o cargo de senador.
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17 outubro 2018

15 outubro 2018

11 outubro 2018

09 outubro 2018

07 outubro 2018

Pão e Circo

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05 outubro 2018

03 outubro 2018

01 outubro 2018

Viver Melhor

Pra viver melhor...
Não se preocupe, se ocupe.
Ocupe seu tempo, ocupe seu espaço, ocupe sua mente.
Não se desespere, espere.
Espere a poeira baixar, espere o tempo passar, espere a raiva desmanchar.
Não se indisponha, disponha.
Disponha boas palavras, disponha boas vibrações, disponha sempre.
Não se canse, descanse.
Descanse sua mente, descanse suas pernas, descanse de tudo.
Não menospreze, preze.
Preze por qualidade, preze por valores, preze por virtudes.
Não se incomode, acomode.
Acomode seu corpo, acomode seu espirito, acomode sua vida.
Não desconfie, confie.
Confie no seu sexto sentido, confie em você, confie em Deus.
Não se torture, ature.
Ature com paciência, ature com resignação, ature com tolerância.
Não pressione, impressione.
Impressione pela humildade, impressione pela simplicidade, impressione pela elegância.
Não crie discórdia, crie concórdia.
Concórdia entre nações, concórdia entre pessoas, concórdia pessoal.
Não maltrate, trate bem.
Trate bem as pessoas, trate bem os animais, trate bem o planeta.
Não se sobrecarregue, recarregue.
Recarregue suas forças, recarregue sua coragem, recarregue sua esperança.
Não atrapalhe, trabalhe.
Trabalhe sua humanidade, trabalhe suas frustrações, trabalhe suas virtudes.
Não conspire, inspire.
Inspire pessoas, inspire talentos, inspire saúde.
Não se apavore, ore.
Ore a Deus, ore aos santos, ore às forças e as energias.
Somente assim viveremos dias melhores.
Então não perca tempo, aproveite seu tempo!
(Texto de Bruno Pitanga)

23 setembro 2018

Vossa Vontade

Franzino, rápido, pés grandes, franja lisa e teimosa sobre os olhos, o craque do bairro. Logo também de outros bairros. Mas era garoto ainda, filho único, não podia jogar sempre, só quando a mãe deixava.
Ajudava-a, viúva, a pegar e entregar as roupas que ela lavava, passava e costurava. E tinha a escola e as lições.
E a missa.
Coroinha, pajem, sempre de camisa branca e short e sapatos pretos, não faltava a nenhuma. Era o orgulho da mãe na igreja. Às vezes ela o olhava ajudando o padre, o cabelo molhado, os olhos distraídos, e suspirava.
E prometeu, numa oração, que ele seria padre.
Ele se espantou. Não queria: seu sonho era jogar futebol, ir para um grande time, já tinha gente o chamando para fazer peneira.
Mas era um chamado divino, ela disse.
Nas últimas peladas antes de ir para o Seminário, jogou mais do que nunca: gols, arrancadas, dribles e chutes que estatelavam bocas e olhos. Ao final, ia para casa sem falar com ninguém. Na escola perguntavam o que estava acontecendo, mas ele não dizia.
Foi se confessar, questionou o padre, e ouviu que era promessa da mãe direto para Deus. Que nada se poderia fazer.
O choro. O abraço. A despedida. O tempo.
A solidão.
Voltou ordenado. Conseguiu a paróquia local, bem ao lado do campinho de areia em que jogara na infância.
A mãe doente, acamada, o recebia quase todo dia e chorava de emoção. Até que faleceu.
Ele rezou no velório, carregou o féretro, chorou no sepultamento.
E voltou a pé, devagar, para a paróquia.
Na janela, à noite, olhando o céu, imaginou Deus comandando a rotação, a translação e os destinos das gentes.
Então viu nas estrelas o desenho de um campo, de um estádio, de bolas e de torcedores. Ouviu os gritos de gol. E teve a revelação: Deus jogava bola no firmamento!
Viu-o claramente correndo, driblando, fazendo gols e suando com os cabelos molhados sobre os olhos, como um garoto magrelo e sozinho num campo de areia.
E viu sua mãe na torcida, feliz com a comemoração de Deus.
Largou ali a batina.
Não era tão moço mais, mas sabia qual era sua vocação.
E qual era o chamado divino.
Hoje não há um campo na cidade em que ele não seja visto, a qualquer hora, em qualquer pelada.
Chutando, driblando, correndo, suando.
Honrando a obra do Criador ao fazer, enfim, o que ele acredita haver de mais sagrado, tanto na Terra quanto no Céu: jogar futebol.
(Texto de Luiz Guilherme Piva)
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